Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase

A Hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e é contagiosa mas com baixo potencial de transmissibilidade.

A Organização Mundial de Saúde, OMS, estabelece o mês de janeiro no calendário da saúde como o mês de conscientização mundial e combate à hanseníase – Janeiro Roxo.

A Hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e que, apesar de ser contagiosa, é considerada como uma doença de baixo potencial de transmissibilidade, ou seja, para que haja contágio, é necessário que ocorra um contato muito próximo. Esta doença acomete a pele e os nervos periféricos, causando lesões neurais e apresentando, portanto, um grande potencial incapacitante para seus portadores.

O Brasil ainda apresenta um número considerável de casos. Segundo análise realizada em 2017, são quase trinta mil novos casos de hanseníase anualmente no Brasil, a segunda maior taxa no mundo, perdendo apenas para a Índia.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a doença tem maior prevalência nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte, que equivalem a quase 85% dos casos do país. Mais de 90% dos casos da América Latina concentram-se no Brasil.

A Hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e é contagiosa mas com baixo potencial de transmissibilidade.

Transmissão da hanseníase

A transmissão da doença ocorre através das vias aéreas (secreções nasais e orais como gotículas de saliva, tosse, espirro) de pacientes que ainda não tenham iniciado o tratamento. Pacientes em tratamento não transmitem a doença e o período de incubação pode levar de três até cinco anos. A maioria das pessoas não desenvolve a doença, mesmo tendo contato com o bacilo.

Anualmente, pelo menos 210 mil pessoas são diagnosticadas com a doença, conforme informações da Organização Mundial da Saúde e, infelizmente, até 50% das pessoas acometidas pela doença também enfrentarão problemas como depressão ou ansiedade, com maior risco de suicídio.

É fundamental que, tanto profissionais quanto à própria população, especialmente aqueles de regiões com maior prevalência da doença, estejam atentos aos sintomas:

– Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer área do corpo, com perda ou alteração da sensibilidade ao calor e ao frio; ao tato e à estímulo doloroso, principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, no rosto, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas;

– Regiões do corpo com diminuição dos pelos e do suor;

– Dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas;

– Inchaço nas mãos e nos pés;

– Menor sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés;

– Lesões em pernas e pés;

– Caroços pelo corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos;

– Febre, inchaço e dor nas articulações;

– Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz;

– Ressecamento nos olhos.

Tratamento

Apesar de seu alto potencial incapacitante, a hanseníase tem cura e possui um tratamento bastante simples e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). É realizado basicamente com antibióticos associados em forma de protocolo, cuja primeira dose é realizada de forma supervisionada por um enfermeiro e as demais, o paciente toma de forma independente, sendo a transmissão da doença interrompida logo que iniciado o tratamento – aí se dá a prevenção e tratamento, e cura quando concluído.

No mês de janeiro de 2021, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realizará a divulgação e distribuição de material explicativo sobre a doença, com suporte de médicos especialistas na área, com foco em orientações sobre como e onde buscar diagnóstico e tratamentos – cuja desinformação ainda gera atraso na busca por tratamento imediato. E, segundo especialistas, a hanseníase segue sendo uma doença repleta de estigma e preconceito.

Apesar milenar e não ser mais considerada um problema de saúde pública em nível mundial, a hanseníase permanece presente e com números consideráveis, especialmente no Brasil. Ela ainda é uma realidade a qual os profissionais de saúde ainda precisam lidar diariamente, e tão importante quanto saber lidar com a doença, é saber orientar os portadores e comunicantes, que ainda se distanciam da busca imediata pelo tratamento em função do estigma da doença e constrangimento. Logo, torna-se fundamental considerar a tríade acolhimento – diagnóstico – tratamento.

Referências bibliográficas:

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