Diretrizes atualizadas para o manejo da síndrome das pernas inquietas (SPI)

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A síndrome das pernas inquietas (SPI) refere-se à necessidade de mover as pernas, geralmente associada a sensações desagradáveis. Essa necessidade é pior em repouso e à noite e aliviada pelo movimento.

A SPI é comumente é associada a distúrbios do sono e a movimentos involuntários e espasmódicos das pernas durante o sono, conhecidos como movimentos periódicos dos membros durante o sono.

Leia também: Síndrome das pernas inquietas: você sabe fechar esse diagnóstico?

Em pacientes com sintomas leves, as terapias não farmacológicas podem ser suficientes para o alívio dos sintomas. Em pacientes com sintomas mais graves, também é importante estar atento às medidas não farmacológicas, pois podem minimizar a necessidade de medicamentos.

Diretrizes atualizadas para o manejo da síndrome das pernas inquietas 

Terapia não farmacológica: 

Estratégias comportamentais: Atividades de alerta mental, como trabalhar em um computador ou fazer palavras cruzadas, em momentos de descanso ou tédio, retirar medicamentos predisponentes como cafeína, antipsicóticos e antidepressivos, exercícios regulares, para alívio sintomático: caminhar, andar de bicicleta, molhar os membros afetados e fazer massagem nas pernas, incluindo compressão pneumática e hemodiálise diária curta para pacientes com doença renal em estágio terminal.

Evitar fatores agravantes: Privação de sono, efeito colateral de medicamentos (antidepressivos, agentes neurolépticos, antieméticos bloqueadores de dopamina, como metoclopramida podem contribuir para o surgimento de SPI ou agravamento dos sintomas. A maioria das classes de antidepressivos tem sido associada à SPI, incluindo tricíclicos, inibidores seletivos da recaptação da serotonina e inibidores da recaptação da serotonina-norepinefrina. A bupropiona é um antidepressivo alternativo que pode ter menos probabilidade de induzir ou piorar a SPI.

Terapias complementares e alternativas: Foi relatado que uma variedade de terapias trazem benefícios para a SPI, mas a qualidade das evidências é baixa. Ioga e acupuntura são estratégias de baixo risco que podem trazer alguns benefícios, uma opção em pacientes com sintomas leves ou que não toleram medicamentos. 

Terapia farmacológica:

Uma variedade de tratamentos foi estudada em ensaios clínicos randomizados. A SPI é uma condição tratável que geralmente responde bem à terapia farmacológica.

Em alguns pacientes, os sintomas clinicamente significativos não ocorrem com frequência suficiente para exigir tratamento diário, mas são incapacitantes quando ocorrem (por exemplo, viagens de avião ou longas viagens de carro, comparecimento ao teatro, cinema ou reuniões). Para uso intermitente, as opções de medicação incluem carbidopa-levodopa, benzodiazepinicos e um opioide.

Diretrizes baseadas em consenso atualizadas para o manejo da síndrome das pernas inquietas (SPI) foram publicadas, para SPI persistente crônica em adultos, apesar da suplementação de ferro apropriada, a diretriz sugere terapia de primeira linha com um ligante de canal de cálcio alfa-2-delta (como: gabapentina ou pregabalina), exceto quando certas comorbidades estão presentes (por exemplo, obesidade, moderada a depressão grave, instabilidade de marcha, doença respiratória ou histórico de transtorno por uso de substâncias). Nesses casos, um agonista de dopamina sem ergot (como por exemplo: pramipexol) é preferível inicialmente, com monitoramento de complicações, como distúrbios de  impulso.

Referências bibliográficas:

  • Silber MH, Buchfuhrer MJ, Earley CJ, et al. The Management of Restless Legs Syndrome: An Updated Algorithm. Mayo Clin Proc. 2021 Jul;96(7):1921-1937. doi: 10.1016/j.mayocp.2020.12.026.
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