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Distúrbios de sono na doença de Alzheimer, causa ou efeito?

Colunistas, Neurologia
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Praticamente metade dos adultos com mais de 60 anos relatam distúrbios do sono, caracterizados por queixas de insônia com consequências diurnas, insatisfação com a qualidade ou quantidade do sono ou que já tenham o diagnostico dado de distúrbio da insônia.

Na The Lancet Neurology de março há dois estudos sobre o tema que sugerem que evidências têm mostrado que o distúrbio do sono contribui para o declínio cognitivo e também pode aumentar o risco de demência da doença de Alzheimer, aumentando a carga de β-amiloide.

Até recentemente, as alterações do sono eram geralmente consideradas uma conseqüência da doença de Alzheimer, mas através de estudos recentes essa correlação têm mudado e o distúrbio do sono está considerado um fator de risco para a doença de Alzheimer.

A relação bidirecional entre o sono e a doença de Alzheimer é apoiada por avanços na compreensão de que o aumento induzido pela perturbação do sono na inflamação sistêmica, que pode ser visto como um evento precoce no curso da doença de Alzheimer. A inflamação aumenta a carga de β-amiloide e acredita-se que conduza a patogênese da doença de Alzheimer.

A melhor compreensão dos mecanismos que ligam o distúrbio do sono e o risco de doença de Alzheimer pode facilitar a identificação de alvos para prevenção, já que tanto o distúrbio do sono como a ativação inflamatória podem ser fatores de risco modificáveis ​​para a doença.

Em outro artigo é apresentada a associação entre os ritmos circadianos e doenças neurodegenerativas onde as perturbações do ritmo circadiano são mais graves em pessoas com doenças neurodegenerativas relacionadas à idade, incluindo a doença de Alzheimer e demências relacionadas.

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As evidências de estudos preliminares contidas neste artigo sugerem que distúrbios do ritmo circadiano, além de serem um sintoma de neurodegeneração, também podem ser um fator de risco potencial para o desenvolvimento da doença de Alzheimer e demências relacionadas, e a doença de Parkinson.

Eles referem que ainda são necessários estudos mais longitudinais para confirmar essa relação, e que a ligação mecanicista entre os ritmos circadianos e a neurodegeneração ainda não é totalmente compreendida, embora as vias subjacentes propostas incluam alterações da homeostase da proteína e da função imune e inflamatória.

Enquanto estudos clínicos preliminares são promissores, mais estudos de rupturas do ritmo circadiano e seus mecanismos são necessários. Além disso, são necessários ensaios clínicos para determinar se as intervenções circadianas podem prevenir ou retardar o aparecimento de doenças neurodegenerativas.

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