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Doença de Parkinson

Doença de Parkinson: diagnóstico precoce pelos olhos?

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A Doença de Parkinson atinge milhões de pessoas ao redor do mundo, principalmente os idosos com mais de 65 anos. Apesar de mortal, a doença degenerativa apresenta poucos sinais nos primeiros estágios, como tremores e desequilíbrio, que começam sutilmente e vão progredindo com o tempo. Os olhos também podem ser indicadores da presença de Parkinson, é o que indica o levantamento publicado em agosto na revista Neurology. O estudo tentou relacionar o afinamento da retina com a perda de células cerebrais responsáveis pelo movimento e a coordenação motora.

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A pesquisa contou com 49 voluntários, com faixa etária média em torno de 69 anos, todos diagnosticados há cerca de 2 anos com Parkinson mas que não haviam começado o tratamento. Este grupo foi comparado com outro, cujos 54 participantes tinham idade similar, porém não eram portadores da enfermidade. Os dois  grupos receberam testes oftalmológicos completos, e os olhos de cada participante foram fotografados por um scanner de alta resolução que registrou imagens de todas as camadas da retina. 28 pessoas com Parkinson foram examinadas com tomografia por emissão de pósitrons (PET) para medição da densidade de células produtoras de dopamina.

Os pesquisadores constataram que os membros do grupo com a Doença de Parkinson apresentaram afinamento da retina, logo nos estágios iniciais da síndrome degenerativa, nos setores temporal e inferior 2.22-mm (taxa de descoberta falsa – ajustada p < 0.05). De acordo com os neurologistas, o afinamento da retina pode estar ligado à degeneração dos neurônios dopaminérgicos nigrais (taxa de descoberta falsa – ajustada p < 0.001) e também pode indicar o grau da severidade da doença.

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