Cardiologia

Dormir pouco ou muito pode prejudicar a saúde do coração

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A privação do sono já foi relacionada anteriormente com maior quantidade de eventos cardiovasculares. Por isso, é recomendado um comportamento do sono saudável pela American Heart Association. O provável mecanismo do aumento do risco de eventos cardiovasculares é o desencadeamento de estado inflamatório, induzido por curtos períodos de sono, corroborado por marcadores inflamatórios aumentados no sangue de pessoas que dorme por curtos períodos.

A privação do sono também pode estar envolvida na gênese de arritmias, ainda que isso não esteja bem estabelecido.

Saiba mais sobre os perigos da privação do sono:

Um estudo avaliou o sono de mais de 500 mil pessoas com idade entre 40 a 69 anos correlacionando com o risco de infarto agudo do miocárdio. Os pacientes foram identificados quando a quantidade de horas que dormiam por noite. Para os que dormiam pouco, foi definido um valor menor que 6 horas e, para os que dormiam muito, um valor maior que 9 horas por noite. O tempo médio de seguimento foi de 7 anos.

Os resultados mostraram que pacientes que dormiam pouco tinham um aumento do risco de infarto de 20% (RR: 1.20; 95% intervalo de confiança [IC]: 1.07 a 1.33) e, os que dormiam mais de 9 horas por noite tinham um risco aumentado em 34% (RR: 1.34; 95% IC: 1.13 a 1.58).

O estudo ainda concluiu que, com 1 hora a mais de sono, nas pessoas que dormiam pouco, seria capaz de reduzir esse risco de infarto em 20%.

Retirado do artigo: Daghlas I, Dashti HS, Lane J, et al. Sleep Duration and Myocardial Infarction. J Am Coll Cardiol 2019; 74:1304.

Portanto, devemos concluir que dormir tempo suficiente deve fazer parte das recomendações médicas para prevenção de infarto do miocárdio e doenças cardiovasculares. 

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Publicado por
Gabriel Quintino Lopes

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