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DPOC: suplementação de vitamina D pode reduzir exacerbações?

Tempo de leitura: 2 minutos.

A vitamina D já foi relacionada à redução do risco cardiovascular e câncer, prevenção do comprometimento cognitivo, entre outros. Um novo artigo, publicado no British Medical Journal (BMJ) em janeiro, indica que a vitamina D pode ajudar também a reduzir as exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Para chegar nessa conclusão, pesquisadores realizaram uma meta-análise com as bases do PubMed, Embase, Cochrane Central Register of Controlled Trials e Web of Science. Foram incluídos nesse estudo quatro ensaios clínicos randomizados envolvendo a suplementação de vitamina D em pacientes com DPOC exacerbado (n = 560 participantes).

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Vitamina D e DPOC

Vitamina D3 oral foi dada aos participantes de todos os ensaios analisados, com doses e horários variados, de 220.000 UI em seis meses a 1,2 milhões de UI por ano.

A suplementação não influenciou a taxa global de exacerbações moderadas / severas da DPOC (taxa de incidência ajustada [aIRR]: 0,94, IC 95%: 0,78 a 1,13). A análise de subgrupos revelou que os efeitos protetores foram observados em participantes com níveis basais de 25-hidroxivitamina D < 25 nmol / L, reduzindo a exacerbação em até 45% (aIRR: 0,55, IC 95%: 0,36 a 0,84; p = 0,015).

O mesmo efeito não foi observado naqueles com níveis basais de 25-hidroxivitamina D ≥ 25 nmol / L (aIRR: 1,04, IC 95%: 0,85 a 1,27; p = 0,015). A vitamina D não influenciou a quantidade de participantes que sofreu, pelo menos, um evento adverso grave (odds ratio ajustado: 1,16, IC 95%: 0,76 a 1,75).

Conclusões

Pelos achados, os autores do estudo concluíram que a suplementação com vitamina D pode reduzir, de maneira segura, a taxa de exacerbações moderadas / severas da DPOC em indivíduos com níveis basais de 25-hidroxivitamina D < 25 nmol / L.

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DPOC

A DPOC deve ser pesquisado em todo paciente com dispneia, tosse e/ou expectoração, os três principais sintomas da síndrome, bem como nos pacientes assintomáticos com exposição aos fatores de risco. O diagnóstico de DPOC deve ser pesquisado com base em dois pilares: avaliação clínica dos sintomas e espirometria.

A decisão de quando e como tratar depende da caracterização de três fatores: espirometria, escala de sintomas e frequência das exacerbações. Pacientes com piora da dispneia, da tosse e/ou da expectoração são considerados em exacerbação, que pode ser classificada em:

  1. Leve: resolve apenas com broncodilatadores.
  2. Moderada: necessita de corticoide sistêmico.
  3. Grave: há necessidade de hospitalização, mesmo que apenas na emergência.

Saiba mais em nosso artigo sobre manejo do DPOC.

Referências:

  • Jolliffe DA, Greenberg L, Hooper RL, et al Vitamin D to prevent exacerbations of COPD: systematic review and meta-analysis of individual participant data from randomised controlled trials Thorax Published Online First: 10 January 2019. doi: 10.1136/thoraxjnl-2018-212092

Um comentário

  1. Avatar
    Magno Cabral

    Redução de risco relativo em análise de subgrupo de desfechos substitutivos? Para mim… autores concluem que dá para lucrar cada vez mais dinheiro com a venda de vitamina D com apenas sugestões incertas. Sem relação causa-efeito. Cheira a podre.

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