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DPOC: terapia tripa inalatória 1x ao dia X terapia dupla

Tempo de leitura: 2 minutos.

A terapia tripla (TT) para DPOC consiste em um corticoide (CTC) inalatório, um beta 2 agonista de longa duração (BALD) e um anti-muscarínico de longa duração (AMLD), presente nos guidelines para pacientes com DPOC sintomáticos apesar do uso de CTC + AMLD (terapia dupla 1 ou TD1) / BALD + AMLD (terapia dupla 2 ou TD2) ou para aqueles que estão em risco de exacerbações frequentes ou graves do quadro pulmonar. Um empecilho para este cenário era o fato de ter sido necessário até recentemente o uso de vários dispositivos inaladores diferentes pelo mesmo paciente, dificultando a adesão. Mas e a comparação dessa terapia tripla com as terapias duplas?

Publicado mês passado no NEJM, o IMPACT trial (duplo-cego, multicêntrico e randomizado) abordou a eficácia da terapia tripla (fluticasona + vilanterol + umeclidínio) com um inalador quando comparado às terapias duplas (fluticasona + vilanterol ou umeclidínio + vilanterol), ressaltando que foram usadas as mesmas dosagens de cada fármaco nos diferentes braços de tratamento do trial. Um total de 10.335 pacientes com mais de 40 anos de idade participaram do estudo que foi desenhado para avaliar, num período de 52 semanas e com uma dose diária de cada braço de tratamento, a taxa anual de exacerbação/descompensação moderada a grave de DPOC.

– Critérios de inclusão:

  • VEF1 < 50% do previsto ou VEF1 entre 50 a 80% do previsto + ou 2 exacerbações moderadas no ano anterior ou 1 grave;
  • Ser sintomático -> Score “CAT” de sintomas de DPOC > ou igual a 10 (0 a 40 no total);

– Exacerbação moderada: necessidade de uso de ATB ou CTC sistêmico;
– Exacerbação severa: hospitalização ou morte;
– Desfecho primário: taxa anual de exacerbação de DPOC;
– Terapia Tripla (n = 4.151) X CTC+BALD (n = 4.134) / BALD + AMLD (n = 2.010)

Terapia tripla no DPOC

A taxa de descompensação no braço da terapia tripla foi 0.91 por ano comparado com a taxa 1.07 por ano no braço da fluticasona + vilanterol (razão de taxas TT/TD1 de 0.85 – 95% IC, 0.80 a 0.90; 15% diferença; P<0.001) e 1.21 por ano no braço do umeclidínio + vilanterol (razão de taxas TT/TD2 de 0.75; 95% IC, 0.70 a 0.81; 25% diferença; P < 0.001).

Não houve diferença significativa na taxa de efeitos adversos entre os três braços. Nos braços em que havia corticoide inalatório, a taxa de pneumonia foi um pouco maior que nos pacientes usando a TD2 (vilanterol + umeclidínio).

Conclusão

Os resultados do IMPACT trial mostram uma redução da taxa de descompensação moderada a grave dos pacientes com DPOC em uso da terapia tripla uma vez ao dia e com um único inalador.

DPOC: terapia guiada por procalcitonina é eficaz em doentes com graves exacerbações?

Autor:

Referências:

  • David A. Lipson, M.D. et al, Once-Daily Single-Inhaler Triple versus Dual. Therapy in Patients with COPD; N ENGL J MED

2 Comentários

  1. auxiliando numa opção que demanda muita experiencia

  2. Sim, porem ainda não foi lançado no Brasil. Trelegy ellipta da GSK

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