Pediatria

EAP 2021: relato de caso de um bebê com cisto valecular

Tempo de leitura: 2 min.

O cisto valecular é um cisto laríngeo unilocular raro que pode causar obstrução das vias aéreas superiores. No European Academy of Pediatrics Congress (EAP 2021), Amal Al-Naimi, Manasik Hassan e Ahmed Alhammadi relataram um caso ocorrido em Doha, Qatar, de um lactente de três meses com quadro de estridor e déficit de crescimento causados por um cisto valecular.

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Relato de caso

O paciente, um bebê do sexo masculino, foi atendido no ambulatório de neurologia para avaliação de hipotonia. Ao exame, encontrava-se com importante de déficit de crescimento, história de engasgos repetidos com a alimentação e apresentava estridor inspiratório associado a cianose, sendo imediatamente internado para avaliação e realização de exames complementares.

Uma equipe multidisciplinar, composta por especialistas em pediatria geral, neurologia, pneumologia, otorrinolaringologia, nutrição e fonoaudiologia avaliou o paciente.

Uma broncoscopia flexível foi realizada, mostrando um cisto valecular, com laringe e traqueia normais. Esse cisto foi removido imediatamente pela otorrinolaringologia. A avaliação histopatológica do cisto mostrou tecido conjuntivo coberto por epitélio escamoso não queratinizado com congestão vascular e inflamação crônica, compatível com o diagnóstico de cisto valecular.

O paciente recebeu alta hospitalar em bom estado geral. Compareceu à consulta ambulatorial de rotina, com boa evolução, sem estridor residual, defeito de deglutição ou hipotonia.

Cisto valecular

O cisto valecular é um raro cisto laríngeo unilocular congênito que surge abaixo da mucosa da valécula. Ele contém líquido claro e é composto por epitélio respiratório. A maioria dos casos relatados é de bebês nascidos a termo que apresentaram estridor, dificuldade respiratória, problemas de alimentação e deficiência de crescimento durante as primeiras semanas de vida.

O tratamento definitivo consiste em laringobroncoscopia direta com remoção cirúrgica imediata. Os autores destacaram que o diagnóstico tardio do presente caso ocorreu devido ao baixo índice de suspeita. Dessa forma, ressaltam que crianças que apresentam estridor desde o nascimento precisam de revisão imediata em um centro pediátrico especializado para possível avaliação direta das vias aéreas.

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Publicado por
Roberta Esteves Vieira de Castro

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