Home / Hepatologia / Encefalopatia hepática: nível sérico de amônia pode prever gravidade e mortalidade?
jaleco médico

Encefalopatia hepática: nível sérico de amônia pode prever gravidade e mortalidade?

Hepatologia
Acesse para ver o conteúdo
Esse conteúdo é exclusivo para usuários do Portal PEBMED.

Para continuar lendo, faça seu login ou inscreva-se gratuitamente.

Preencha os dados abaixo para completar seu cadastro.

Ao clicar em inscreva-se, você concorda em receber notícias e novidades da medicina por e-mail. Pensando no seu bem estar, a PEBMED se compromete a não usar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Inscreva-se ou

Seja bem vindo

Voltar para o portal

Tempo de leitura: 2 minutos.

Em geral, a utilidade clínica da amônia na encefalopatia hepática (EH) limita-se ao diagnóstico. No entanto, um estudo recente publicado na revista Hepatology indica que o nível sérico de amônia pode ser um importante preditor da gravidade e da mortalidade relacionada a essa disfunção.

Para chegar nessa conclusão, pesquisadores coletaram dados de estudos prospectivos observacionais em pacientes cirróticos e identificaram um total de 498 indivíduos. Os níveis séricos de amônia foram medidos na admissão. Durante o follow-up, a mortalidade em 28 dias e falência de órgãos foram registradas.

Amônia e gravidade da encefalopatia hepática

A mortalidade em 28 dias foi de 43,4%. Os níveis séricos de amônia correlacionaram-se com a gravidade da encefalopatia hepática (p < 0,001), sendo significativamente maior em pacientes que não sobreviveram (93 [73 a 121] vs. 67 [55 a 89] µmol/L no grupo sobrevivente; p <0,001) e foi um preditor independente de mortalidade (HR 1,009, p <0,001).

Um nível sérico de amônia de 79,5 μmol/L teve sensibilidade de 68,1% e especificidade de 67,4% para prever a mortalidade de 28 dias. Um nível ≥ 79,5μmol/L foi associado a uma maior frequência de falhas de órgãos (fígado [p = 0,004], coagulação [p < 0,001], rim [p = 0,004] e respiratório [p < 0,001]).

A falta de melhora no nível basal de amônia no 5º dia foi associada com alta mortalidade entre os pacientes (70,6%).

Saiba como identificar e tratar a sepse no paciente cirrótico

Conclusões

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que:

  • Níveis séricos de amônia se correlacionam com a gravidade na encefalopatia hepática e com a falência de órgãos.
  • É um fator de risco independente para a mortalidade.
  • A falta de melhora nos níveis está associada ao alto risco de morte, sendo assim um importante biomarcador e um alvo terapêutico.

Cirrose na emergência: como manejar as principais complicações

Referências:

  • Shalimar, Sheikh, M. F., Mookerjee, R. P., Agarwal, B. , Acharya, S. K. and Jalan, R. (2019), Prognostic Role of Ammonia in Cirrhotic Patients. Hepatology. Accepted Author Manuscript. doi:10.1002/hep.30534

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.