Leia mais:
Leia mais:
A seleção de medicamentos anticonvulsivantes para o tratamento da epilepsia
Nervo vago: terapia de estimulação como aliado contra crises epilépticas
Crise epiléptica: como investigar o caso? [podcast]
Quiz: Tomografia computadorizada do crânio de paciente com epilepsia. Qual o diagnóstico?
Pacientes com epilepsia terão Levetiracetam disponível pelo SUS

Epilepsia refratária: novas recomendações para tratamento

Sua avaliação é fundamental para que a gente continue melhorando o Portal Pebmed

Quer acessar esse e outros conteúdos na íntegra?

Cadastrar Grátis

Faça seu login ou cadastre-se gratuitamente para ter acesso ilimitado a todos os artigos, casos clínicos e ferramentas do Portal PEBMED

O Portal PEBMED é destinado para médicos e demais profissionais de saúde. Nossos conteúdos informam panoramas recentes da medicina.

Caso tenha interesse em divulgar seu currículo na internet, se conectar com pacientes e aumentar seus diferenciais, crie um perfil gratuito no AgendarConsulta, o site parceiro da PEBMED.

Tempo de leitura: [rt_reading_time] minutos.

Recentemente a PEBMED apresentou as recomendações do guideline da American Academy of Neurology (AAN) e da American Epilepsy Society (AES) sobre o uso de drogas antiepilépticas (DAE) para uma primeira crise convulsiva. Hoje trago para vocês a segunda parte da publicação, que vem a ser uma atualização da diretriz anterior da AAN de 2004 sobre o tratamento das epilepsias refratárias (ER). O documento atual aborda a eficácia e tolerabilidade de DAE de segunda e terceira gerações em quadros refratários focais e generalizados, tanto em adultos quanto em crianças.

Suas orientações contemplam medicações e/ou indicações aprovadas pelo Food and Drug Administration (FDA) de 2004 até novembro 2015, motivo pelo qual o brivacetam e uma indicação adicional para o perampanel não foram incluídos, já que suas aprovações deram-se após essa data.

No documento original as recomendações e suas evidências são apresentadas de acordo com contextos específicos, com a citação das drogas aprovadas em 2004 para as mesmas situações. Seguindo esse mesmo formato, faço aqui uma breve apresentação de suas principais conclusões:

tratamento

Adultos com ER focal, drogas adjuvantes:

2004: gabapentina, lamotrigina, levetiracetam, oxcarbazepina, tiagabina, topiramato, zonizamida
2008:

  • Nível A: pregabalina de liberação imediata, perampanel
  • Nível B: lacosamida, eslicarbazepina, topiramato de liberação lenta
  • Nível C: clobazam e oxcarbazepina de liberação prolongada
  • Observações: vigabatrina e rufinamida apesar de nível A não são consideradas como primeira-linha. A primeira pelo risco de retinopatia e a segunda pelo benefício modesto. Já ezogabina, nível B, está associada ao risco de descoloração cutânea e de retina.

Adultos com ER focal, drogas em monoterapia:

2004: lamotrigina, oxcarbazepina, topiramato
2008:

  • Nível C: eslicarbazepina
  • Nível U: drogas de segunda e demais drogas de terceira geração

Pacientes adultos e pediátricos com ER generalizada, drogas adjuvantes:

2004: topiramato
2008:

  • Nível B: lamotrigina de liberação imediata e aquela de liberação lenta para adultos, e levetiracetam para crises tônico-clônico generalizadas e epilepsia mioclônica juvenil.

LEIA MAIS: Quais as indicações para o tratamento cirúrgico da epilepsia?

Pacientes adultos e pediátrico com síndrome de Lennos-Gastaut, drogas adjuvantes:

2004: felbamato, lamotrigina, topiramato
2008:

  • Nivel A: rufinamida
  • Nível B: clobazam

Pacientes pediátricos com ER focal, drogas adjuvantes:

2004: gabapentina, lamotrigina, oxcarbazepina, topiramato
2008:

  • Nivel B: levetiracetam (1 mês à 16 anos), zonizamida (6 a 17 anos) e oxcarbazepina (1 mês a 4 anos).
  • Nivel U: clobazam, eslicarbazepina, lacosamida, perampanel, pregabalina, rufinamida, tiagabina, vigabatrina.
  • Observação: o FDA determinou que a eficácia das DAE em adultos aprovadas para crises focais fosse extrapolada “para baixo” para crianças de 4 anos.

Pacientes pediátricos com epilepsia focal, drogas em monoterapia:

Não há dados disponíveis.

Efeitos adversos graves: não foram observados.

Apesar das limitações apontadas no documento original, as novas recomendações ampliam as opções terapêuticas para pacientes com difícil controle, sem, aparentemente, aumentar as chances de efeitos adversos e interações medicamentosas deletérias.

É médico e também quer ser colunista do Portal da PEBMED? Inscreva-se aqui!

Autora:

Referências:

  • Kanner, A.M. et al. Efficacy and tolerability of the new antiepileptic drugs II: Treatment-resistant epilepsy Report of the Guideline Development, Dissemination, and Implementation Subcommittee of the American Academy of Neurology and the American Epilepsy Society. Neurology 2018;0:1-9.
Cadastre-se ou faça login para acessar esse e outros conteúdos na íntegra
Cadastrar Fazer login
Veja mais beneficios de ser usuário do Portal PEBMED: Veja mais beneficios de ser usuário
do Portal PEBMED:
7 dias grátis com o Whitebook Aplicativo feito para você, médico, desenhado para trazer segurança e objetividade à sua decisão clínica.
Acesso gratuito ao Nursebook Acesse informações fundamentais para o seu dia a dia como anamnese, semiologia.
Acesso gratuito Fórum Espaço destinado à troca de experiências e comentários construtivos a respeito de temas relacionados à Medicina e à Saúde.
Acesso ilimitado Tenha acesso a noticias, estudos, atualizacoes e mais conteúdos escritos e revisados por especialistas
Teste seus conhecimentos Responda nossos quizes e estude de forma simples e divertida
Conteúdos personalizados Receba por email estudos, atualizações, novas condutas e outros conteúdos segmentados por especialidades

O Portal PEBMED é destinado para médicos e demais profissionais de saúde. Nossos conteúdos informam panoramas recentes da medicina.

Caso tenha interesse em divulgar seu currículo na internet, se conectar com pacientes e aumentar seus diferenciais, crie um perfil gratuito no AgendarConsulta, o site parceiro da PEBMED.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.