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Epilepsia: saiba o que evitar no tratamento da doença

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Epilepsia é uma doença que acomete cerca de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo. Há vários tratamentos eficazes que agem no controle dos sintomas, porém alguns outros procedimentos não devem aplicados. A campanha Choosing Wisely (Escolhendo com Sabedoria), da American Epilepsy Society, orienta cinco estratégias que devem ser evitadas ou questionadas no tratamento de pessoas que sofrem com o transtorno.

Saiba mais: Epilepsia refratária: novas recomendações para tratamento

Confira os direcionamentos:

1. Evite monitoramento constante dos níveis de AED

A testagem dos níveis de droga antiepiléptica (AED) não deve ser aplicada periodicamente nos casos em que as convulsões estão sob controle e não há sinais de efeitos colaterais ou complicações. O monitoramento dos níveis de AED deve ser efetuado em casos específicos, como ajustes na dosagem de medicamento em crianças conforme o peso, suspeita de intoxicação e em mulheres grávidas.

2. Não trate mães potencialmente grávidas com Valproato se outros procedimentos se mostrarem eficazes

Como o Valproalto é associado a diversos casos de má-formação congênita ou aborto espontâneo, seu uso é desaconselhado se a paciente apresentar algum indício de gravidez. Se a aplicação do fármaco for realmente necessária, priorize as menores doses possíveis. Mulheres grávidas devem ser orientadas sobre os riscos do medicamento.

3. Eletroencefalograma (EEG) não deve ser usado periodicamente como parte do tratamento para síncope

O Eletroencefalograma pode dar negativo para muitos pacientes com epilepsia e também dar falso positivo em pessoas que não possuem o distúrbio, o que pode levar à prescrição errada do AED e atrasar o diagnóstico e o consequente tratamento da síncope. A recomendação é realizar testes para confirmar se o paciente tem de fato epilepsia.

4. Evite prescrição de fármaco antiepiléptico em pacientes em crises de abstinência aguda

Pessoas com crises de abstinência a álcool ou outras drogas não devem ser medicadas com remédios antiepilépticos. Ainda assim é importante identificar situações em que pode haver risco de ataque epiléptico, como disgnóstico anterior de epilepsia e convulsões em pacientes usuários de álcool mas que não estão sofrendo com crises de abstinência.

5.  Não realize exames de imagem do cérebro após paciente com epilepsia sofrer crise compulsiva aguda

Exames desnecessários de imagem aumentam a exposição do cérebro à radiação, mesmo assim são realizados quando pacientes no início do tratamento sofrem convulsões. O exame deve ser cogitado em certas ocasiões como quando há convulsão proveniente de trauma ou quando os testes realizados na fase pós-ictal são inconclusivos.

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