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Epistaxe: ácido tranexâmico ou tampão nasal?

Tempo de leitura: 2 minutos.

Em novo artigo do Academic Emergency Medicine, pesquisadores compararam a eficácia do ácido tranexâmico e do tampão nasal em pacientes com epistaxe que faziam uso de drogas antiplaquetárias (aspirina e/ou clopidogrel).

Para essa investigação, foi realizado um ensaio clínico randomizado em dois departamentos de emergência americanos. Dos 124 participantes com sangramento nasal selecionados, 62 receberam ácido tranexâmico tópico (500 mg em 5 mL) e 62 foram tratados com tampão nasal.

Em 10 minutos de tratamento, o sangramento foi interrompido em 73% dos pacientes no grupo ácido tranexâmico, em comparação com 29% no grupo tampão nasal (diferença = 44%, intervalo de confiança de 95%: 26% a 57%; p <0,001). Durante as primeiras 24h, 5% dos pacientes no grupo ácido tranexâmico e 10% dos pacientes do grupo tampão nasal passaram por reavaliações.

Na 1ª semana, 5% dos indivíduos que receberam do ácido tranexâmico e 21% dos que utilizaram tampão nasal sofreram sangramento recorrente (p = 0,007). Os pacientes do grupo ácido tranexâmico apresentaram maiores índices de satisfação (p <0,001). A alta em < 2 horas foi alcançada em 97% dos pacientes tratados com ácido tranexâmico versus 13% dos pacientes tratados com tampão nasal (p <0,001). Não houve eventos adversos relatados em nenhum dos grupos.

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que o tratamento da epistaxe com ácido tranexâmico resultou em cessação hemorrágica mais rápida, menor recorrência em uma semana, menos tempo na emergência e maior satisfação do paciente.

Veja mais:Ácido tranexâmico: eficácia no tratamento da hemorragia está associada ao tempo de administração’

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

  • Zahed R et al. Topical tranexamic acid compared with anterior nasal packing for treatment of epistaxis in patients taking antiplatelet drugs: Randomized controlled trial. Acad Emerg Med 2017 Nov 10 | http://dx.doi.org/10.1111/acem.13345

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