Tudo que você precisa saber sobre a ressaca [Especial de Carnaval]

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Com certeza você sabe bem o que é uma ressaca, mas o que talvez você não saiba é que seu nome técnico é VEISALGIA, do norueguês KVEIS, “mal-estar posterior a uma farra”, e do grego ALGOS, “dor”. Não há uma definição oficial, mas aceita-se que seja o conjunto de sintomas “desagradáveis” no dia seguinte a uma ingestão excessiva de álcool. Ao contrário da intoxicação alcoólica aguda, a ressaca foi pouco estudada. O termo “hangover” (ressaca, em inglês) resulta em apenas 566 estudos no Pubmed; “alcohol withdrawn”, por comparação, resulta em 13.455.

Na Tabela 1 vocês podem ver os sintomas mais frequentes da ressaca:

Além dos sintomas mencionados na tabela 1, a ressaca causa redução das habilidades cognitivas, executivas/motoras (risco acidentes) e alterações circulatórias, como hipertensão e taquicardia.

A ressaca em si traz menos riscos à saúde que a intoxicação aguda pelo álcool que a precedeu. Contudo, tem enorme impacto econômico. Não há dados nacionais, mas na Inglaterra foram estimadas perdas de 3 bilhões de dólares. E ao contrário do esperado, não são os alcoólatras os responsáveis por este rombo. Pessoas que fazem uso leve a moderado de álcool (até três drinks/dia em média para homens) são responsáveis por mais da metade desse prejuízo.

Leia maisEspecial de Carnaval: como cuidar de alguém com intoxicação alcoólica no plantão?

Ainda não se conhece toda a fisiopatologia da ressaca. Claro que a dose consumida de álcool influencia (acima de 1,5 g/kg de álcool há ressaca em praticamente todos), mas há certamente outros fatores envolvidos. Um deles é a produção de acetaldeído, um dos metabólitos hepáticos do álcool responsável pela ressaca. Como exemplo, bebidas naturalmente escuras, como vinho tinto e whisky causam mais ressaca que as claras, como vodca e gin.

Também estão associados com ressaca o jejum, pouco sono, excesso de atividade física no dia e sedentarismo. O consumo de água, aumentando a hidratação, é capaz de reduzir a ressaca. Não há medicações aprovadas, apesar de muitas drogas em estudo. No momento, o tratamento é sintomático e direcionado para os sintomas que sejam mais intensos.

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