Farmacologia

Estatinas: FDA solicita a remoção da contra-indicação de seu uso durante a gravidez

Tempo de leitura: 2 min.

A Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora americana de medicamentos e alimentos, pediu a exclusão de seu alerta mais forte contra o uso de estatinas para baixar o colesterol durante a gestação. Segundo o órgão, foi feita uma revisão abrangente dos dados disponíveis sobre o tratamento e por isso, solicita que os fabricantes de estatinas façam a alteração na prescrição.

Leia também: Estatinas podem reduzir bridas intestinais no pós-operatório?

A contra-indicação é o aviso mais forte da FDA, sendo somente acionada quando o risco do medicamento supera qualquer um dos benefícios possíveis. 

Portanto, como os benefícios das estatinas podem incluir a prevenção de maiores agravamentos, até mesmo fatais em um pequeno grupo de pacientes grávidas de muito alto risco, não é cabível contraindicar estes medicamentos em gestantes.

A FDA ainda destaca que, apesar da mudança, a maioria das pacientes deve interromper as estatinas assim que tiverem a confirmação de que estão grávidas. 

O objetivo da mudança sobre as estatinas

Segundo a FDA, a remoção da contra-indicação abrirá a possibilidade para profissionais de saúde e pacientes tomarem suas decisões com base nos benefícios e riscos das estatinas, com destaque para pacientes com alto risco cardíaco, incluindo as com hipercolesterolemia familiar homozigótica e que já tiveram um ataque cardíaco ou derrame. As estatinas são seguras para uso em pacientes que não estão grávidas, mas que podem engravidar.

O que muda para médicos

Nesse contexto, os profissionais de saúde devem recomendar a interrupção do tratamento com estatinas na maioria de suas pacientes grávidas. O médico deve considerar as necessidades e condições terapêuticas de cada paciente, especialmente as com alto risco de eventos cardiovasculares durante a gravidez. 

O tratamento da hiperlipidemia normalmente não é necessário durante a gestação, devido à natureza crônica das doenças cardiovasculares, pontua o FDA. A conversa com as pacientes sobre a interrupção temporária das estatinas durante a amamentação se torna imprescindível, destacando que gestantes que fazem o tratamento em questão não são recomendadas para amamentar, uma vez que o medicamento pode ser passado para o leite materno.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referência bibliográfica:

 

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Luciano Lucas

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