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estudante de medicina segurando um livro

Estudar medicina, fator de risco para transtornos mentais?

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Cursar Medicina, este é o grande sonho de muitas pessoas em todo o mundo. No entanto, o nível de exigências e responsabilidades da graduação, além da crescente quantidade de conteúdos a ser assimilada tem acarretado impactos acentuados na saúde mental dos acadêmicos e profissionais. Tornar-se médico é um desafio que tem se tornado cada vez mais difícil. O que pode ser feito para modificar esta realidade?

Estudar nunca foi tão prático como hoje, temos inúmeras fontes de pesquisas no meio virtual, desde as mais diretas como artigos ou e-books, até as mais sofisticadas como aplicativos que potencializam a capacidade de aprendizado. Por outro lado, este aumento exponencial na oferta de informações e a velocidade com que estas se modificam, tem gerado sobrecarregas, autocobrança e ansiedade por parte dos estudantes que tentam acompanhar seu ritmo vertiginoso.

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Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo mostrou que 38,2% dos alunos do curso de Medicina apresentavam sintomas depressivos. Outros estudos conduzidos no Rio de Janeiro, São Paulo, Uberlândia e Recife também demonstraram a prevalência de sintomas ansiosos e depressivos nesta população com taxas que variaram de 12,2% a 39%.

Não bastasse o ritmo intenso de estudos e a necessidade de atualização diária, privação de sono e redução do tempo voltado para o ciclo social, há questões como nível de responsabilidade em aprender a cuidar de outros seres humanos e suas famílias, receio em exercer a profissão sem a infraestrutura necessária, ausência de políticas que valorizem a classe médica, dentre outras. Esta conjuntura propicia o desenvolvimento do medo e da angústia exacerbada, que promovem desordens psíquicas sérias como depressão, transtorno do pânico e ansiedade generalizada.

Este panorama é preocupante e exige medidas imediatas como a oferta de acompanhamento psicológico pelos Centros de Ensino, discussões mais aprofundadas sobre o tema através de um processo de educação continuada, além da busca ativa por alunos que estejam em aparente sofrimento mental. É preciso investir com urgência no bem estar daqueles que serão o pilar da saúde de toda a população.

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2 Comentários

  1. As universidades deveriam secpreocupar mais com os alunos. Ter terapias individuais e em grupo para os alunos.

  2. Concordo muito com o conteúdo do artigo, sou estudante de medicina do 4 ano e nesse último semestre, mas especificamente no inicio, sofri de uma angústia e ansiedade que nunca tinha passado antes. Comecei a usar antidepressivo e melhorei bem dos sintomas. Achei bacana a abordagem a respeito da cobrança social dos médicos e acho que os cursos de medicina de uma forma global tinham que incentivar o apoio psicológico dos seus estudantes.

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