Pebmed - Notícias e Atualizações em Medicina
Cadastre-se grátis
Home / Colunistas / Existe relação entre os níveis de hemoglobina glicada e o risco de desenvolver demência?
Níveis de hemoglobina glicada podem indicar o risco de desenvolver demência?

Existe relação entre os níveis de hemoglobina glicada e o risco de desenvolver demência?

Quer acessar esse e outros conteúdos na íntegra?

Cadastrar Grátis

Faça seu login ou cadastre-se gratuitamente para ter acesso ilimitado a todos os artigos, casos clínicos e ferramentas do Portal PEBMED

Um estudo da Suécia relacionando risco de demência e valores de hemoglobina glicada em adultos diabéticos foi apresentado na última reunião virtual da European Association for the Study of Diabetes.

Pessoas com Diabetes Tipo 2 possuem riscos aumentados de desenvolver demências — tanto vasculares quanto não vasculares — sendo que estes aumentam ainda mais conforme mais altos forem os níveis de hemoglobina glicada, de acordo com dados de pesquisa realizada na Suécia.

O pesquisador do Instituto de Ciências Cardiovasculares e Médicas da Universidade de Glasgow, da Escócia, Carlos Celis-Morales, aponta que a antiga tendência de que as pessoas com diabetes vivam cerca de 10 anos a menos do que aquelas sem diabetes encontra-se algo superada. A melhora nos tratamentos possibilitou que os diabéticos tivessem sua expectativa de vida aumentada. Consequentemente, o risco de desenvolver outras doenças crônicas fortemente associadas ao envelhecimento, como a demência, também aumenta.

Leia também: Combinação de atividades saudáveis reduz risco de demência de Alzheimer; veja quais

Método de estudo e população envolvida

Os pesquisadores analisaram dados de 378.299 adultos com Diabetes Tipo 2 do Registro Nacional de Diabetes da Suécia, que inclui informações sobre aproximadamente 90% de todos os adultos com essa doença no país. Os dados foram então comparados com os de 1.886.022 pessoas “controle”, organizados por idade e sexo, na base de dados do Registro da População Total da Suécia. Foram colhidos o número de adultos com doença de Alzheimer, demência vascular e demência não vascular, nas duas bases. No grupo dos diabéticos, os níveis de hemoglobina glicada foram usados para avaliar a associação entre o controle glicêmico e a demência.

Resultados

A prevalência de demência foi de 2,7% no grupo de diabetes e de 2,5% no grupo controle. Adultos com Diabetes Tipo 2 apresentaram um risco 36% maior de desenvolver demência vascular em comparação com o grupo controle, com também um risco ligeiramente mais elevado para o desenvolvimento de demência não vascular. Para a doença de Alzheimer, adultos com Diabetes Tipo 2 apresentaram um risco menor do que o grupo de controle.

No grupo de diabetes, indivíduos com hemoglobina glicada de 7% ou mais, apresentaram um maior risco para todos os três subtipos de demência, quando comparados com adultos com diabetes tipo 2 e hemoglobina glicada menor que 7%, com o risco aumentando conforme aumenta também o seu valor. Adultos com hemoglobina glicada maior que 10% apresentaram o maior risco de demência vascular e também de demência não vascular.

Além disso, houve aumento de risco para doença de Alzheimer em adultos na categoria de hemoglobina glicada mais alta. No entanto, não foram observadas associações claras para indivíduos com hemoglobina glicada entre 7% e 9%.

Saiba mais: O controle mais rigoroso da pressão arterial reduz o risco de demência?

Mensagem Prática

A pesquisa mostra que um fraco controle glicêmico aumenta o risco de demência, especialmente de demência vascular, sendo o risco de demência vascular 35% maior em pessoas com diabetes do que naquelas sem. No entanto, indivíduos com diabetes sem um bom controle da glicose possuem um risco 95% maior do que diabéticos que realizam um bom controle glicêmico. Por isso, identificar pacientes diabéticos com controle glicêmico inadequado, ajudando a melhorá-lo pode reduzir o risco de desenvolver demência.

Embora os fatores de risco específicos para aumento de risco das demências variem entre seus subtipos, destacam-se o tempo de duração do diabetes, o Índice de Massa Corporal, a existência de doenças cardiovasculares pré-existentes e a Hipertensão Arterial, como os mais comuns.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Celis-Morales C, et al. Glycated hemoglobin, type 2 diabetes and the links to dementia and its major sub types: findings from the Swedish National Diabetes Register. Presented at: European Association for the Study of Diabetes Annual Meeting; Sept. 21-25, 2020 (virtual meeting).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×

Adicione o Portal PEBMED à tela inicial do seu celular: Clique em Salvar na Home Salvar na Home e "adicionar à tela de início".

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.