Ftalato, comum em cosméticos, pode causar atraso na fala da criança

Uma nova pesquisa realizada na Suécia e nos Estados Unidos associou o ftalato ao retardamento linguístico em crianças com cerca de 2 a 3 anos de idade.

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A alta exposição ao ftalato pode provocar diversas complicações no organismo, como danos no fígado, no pulmão e nos rins. A substância é amplamente utilizada pela indústria em tintas, maleabilização de plástico, e em produtos cosméticos como perfumes, esmaltes e desodorantes aerossóis. Estudos recentes indicaram que, em mulheres grávidas no período do pré-natal, o composto químico teria forte influência no desenvolvimento do bebê, com impacto negativo na cognição do recém-nascido.

Uma nova pesquisa realizada na Suécia e nos Estados Unidos entre 2010 e 2016, e publicada em outubro na revista online Jama Pediatrics, associou o ftalato (nas formas butil benzil ftalato e dibutilftalato) ao retardamento linguístico em crianças com cerca de dois a três anos de idade. O levantamento coletou dados de dois estudos independentes de coorte, o Swedish Environmental Longitudinal Mother and Child, Asthma and Allergy (SELMA) e o The Infant Development and the Environment Study (TIDES).

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No total foram selecionadas 1.333 mães, e seus respectivos filhos. 963 gestantes participaram do SELMA, 455 tiveram meninas (47,2%) e 508 deram à luz a meninos (52,8%). Já o TIDES incluiu 370 gestantes; a metade foi mãe de meninas e a outra teve meninos. As participantes foram expostas ao composto químico quando estavam no primeiro trimestre da gestação e o levantamento acompanhou o desenvolvimento do filho ou da filha aos dois anos e depois aos três anos. O comprometimento linguístico foi relatado pelas mães por meio de um questionário.

A prevalência de atraso na linguagem foi de 10%, tanto no SELMA quanto no TIDES, o atraso foi maior nos meninos do que nas meninas (SELMA: 69 [13,5%] vs 27 [6%]; TIDES: 12 [12,4%] vs 14 [7,6%]). No geral, a exposição ao butil benzil ftalato e dibutilftalato foi associada a um maior risco de atraso linguístico nos dois estudos de coorte. A exposição dupla aos dois tipos de ftalato aumentou significantemente as chances de déficit na linguagem das crianças em aproximadamente 25 a 40%. O dibutilftalato representou uma Odds ratio de 1,29 (IC 95% [1,03-1,63]; P = 0,03) e o butil benzil ftalato ficou em 1,26 (IC 95% [1,07-1,49], P = 0,003).

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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