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fadiga cronica

Fadiga crônica: probióticos ajudam a controlar a síndrome?

Tempo de leitura: 3 minutos.

A síndrome da fadiga crônica, uma condição conhecida por confundir os pesquisadores, é caracterizada pelo esforço normal que colapsa em fadiga debilitante que não pode ser aliviada com repouso. Não há gatilhos conhecidos e o diagnóstico pode ser difícil por um processo complicado de testes que exigem opinião de especialistas. Os pacientes, geralmente, apresentam também dores musculares e/ou articulares, dor de garganta e dor de cabeça. Muitos relatam sintomas gastrointestinais, como síndrome do intestino irritável2,3,4.

Pesquisas atuais encontraram marcadores de doenças nas bactérias intestinais, bem como agentes microbianos inflamatórios no sangue⁵. Utilizando amostras de sangue e fezes, foi possível diagnosticar a encefalomielite miálgica/síndrome da fadiga crônica (EM/SFC) em 83% dos pacientes⁶. Isso sugere que há disbiose no microbioma intestinal de pacientes com síndrome da fadiga crônica, o que pode levar aos sintomas gastrointestinais e inflamatórios que caracterizam a doença7,8.

Fadiga e probióticos

Estes dados traduzem a importância de uma dieta equilibrada e os benefícios da ingestão potencial de mais fibras, assim como de probióticos, para restabelecer o equilíbrio da microbiota de forma a proporcionar mais produção e absorção de vitaminas do complexo B, minerais e outros nutrientes fundamentais para a melhora da energia física e combate à fadiga, além da maior produção de ácidos graxos da cadeia curta (AGCC).

Além dos probióticos, uma forma prática para melhorar a queixa de fadiga é a reposição de vitaminas e minerais. Um ponto interessante a destacar é que em um estudo observacional, no qual 242 pacientes com fadiga utilizaram suplementação com probiótico associado a multivitamínico com minerais, observou-se redução de 45.0%±38.1% (P<0.0001) deste sintoma, indicando um possível benefício desta prática11.

Embora as causas da síndrome da fadiga crônica não estejam completamente elucidadas, sabemos que a base da saúde – tanto física como psicológica – é construída sobre um intestino saudável. Cuidar do intestino e da microbiota exige uma dieta equilibrada e a adoção de um estilo de vida positivo, que inclui sono adequado, redução do estresse, atividade física regular e consumo regular de probiótica de qualidade, principalmente contando com a possibilidade do benefício da associação do uso de vitaminas e minerais com a suplementação probiótica.

*Esse conteúdo é um oferecimento do Bion 3.

Autor:

Filippo Pedrinola

Doutor em Endocrinologia e Metabologia pela FMUSP ⦁ Membro da OBESO e da SBEM ⦁ Referência no uso clínico de Probióticos

Referências:

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