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FDA emite alerta dos riscos de principais fármacos hipnóticos para insônia

Clínica Médica, Saúde Pública
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A Food and Drug Administration (FDA) ordenou no começo de maio que diversos tipos de pílulas para dormir das marcas mais populares prescritas no país, incluindo Ambien, Lunesta e Sonata, sejam comercializados com aviso de “tarja preta” colado nas caixas. Os rótulos e guias do paciente devem alertar aos consumidores para a possibilidade de alguns efeitos colaterais perigosos.

“Foi verificado que as pessoas que ingerem esses medicamentos acordam por algum motivo durante o sono e exibem comportamentos que faríamos quando acordados, como caminhar, comer e até mesmo dirigir”, explicou Nancy Foldvary-Schaefer, do Sleep Disorders Center, da Cleveland Clinic, em entrevista à CBS News.

Leia maisDormir pouco pode aumentar o risco de adoecimento e morte

Segundo fontes da FDA, três medicamentos afetados pelo alerta – zolpidem, eszopiclone e zaleplon – não devem ser administrados a quem tenha experimentado algum “comportamento complexo de sono”, como o sonambulismo. As nanotecnologias estão associadas a outras substâncias que mais preocupam as autoridades. “Podem ser que algumas pessoas sejam geneticamente propensas a esses tipos de transtornos, e uma medicação possa se tornar um gatilho adicional”, afirmou Foldvary-Schaefer.

FDA emite alerta contra remédios para dormir

A FDA emitiu esse comunicado após uma revisão de segurança envolvendo 66 casos nos quais os pacientes realizavam atividades que resultaram em ferimentos graves ou morte, como sonambulismo ou dirigir quando não estavam totalmente acordados. A entidade diz que algumas sofreram quedas, queimaduras, quase afogamentos, acidentes de carro ou tiveram membros perdidos após a exposição à temperaturas extremamente baixas. Desses casos, 20 pessoas morreram.

“Esses incidentes podem ocorrer após a primeira dose desses remédios para dormir ou após um longo período de tratamento, em pacientes sem histórico desses comportamentos, e até mesmo nas doses mais baixas recomendadas”, disse o comissário da FDA, Ned Sharpless, em um comunicado à imprensa. Foldvary-Schaefer destacou que a advertência do governo americano é um lembrete importante de que a medicação não deve ser a única saída para lidar com a insônia.

“De 10 a 15% dos adultos americanos têm um distúrbio crônico de insônia e, muitas vezes, eles foram tratados com esses medicamentos como uma primeira opção. Outros tratamentos com terapias comportamentais, como técnicas de relaxamento e a criação de um ambiente de sono melhor, funcionam também e até melhor a longo prazo”, ressaltou Foldvary-Schaefer.

Pílulas para dormir podem trazer conseqüências sérias

Um estudo publicado em 2018 no American Journal of Geriatric Psychiatry constatou que cerca de um em cada três adultos americanos com idades entre 65 e 80 anos usa esses remédios pelo menos ocasionalmente para dormir, e que remédios de venda livre como Benadryl e Tylenol PM são os preferidos para os idosos.

Esse e outros estudos associaram o uso regular destes medicamentos a alguns efeitos colaterais potencialmente graves. “Muitos auxiliares de sono OTC – como Benadryl e Tylenol PM – contêm difenidramina”, disse Donovan Maust, co-autor do estudo recente e professor assistente de psiquiatria da Michigan Medicine.

Difenidramina é uma droga anticolinérgica, o que significa que bloqueia a atividade de uma substância química do cérebro chamada acetilcolina, que desempenha um papel na ativação muscular e também em funções cerebrais, como estado de alerta, aprendizagem e memória.

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