Enfermagem

Febre hemorrágica: caso identificado no Brasil preocupa pesquisadores

Tempo de leitura: 2 min.

Nesta semana, um morador de Sorocaba (SP) morreu por consequência de complicações ocasionadas pela febre hemorrágica. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta última segunda-feira (20).

Conforme o Ministério da Saúde, o paciente iniciou os sintomas no dia 30 de dezembro e foi atendido em três unidades hospitalares até evoluir para óbito por complicações da doença.

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Febre hemorrágica

No Brasil, foram identificados até o momento quatro tipos de febres hemorrágicas por vírus: a febre amarela, o dengue hemorrágico/síndrome de choque do dengue (DHF/DSS), a febre hemorrágica por arenavírus e a síndrome pulmonar e cardiovascular por hantavírus (SPCVH).

As arenaviroses são zoonoses típicas de roedores. Pesquisadores sugerem que as infecções por estes vírus aconteçam por inalação de poeiras que contenham partículas de excreções de roedores infectados, havendo também, a possibilidade de contaminação entre humanos através do contato direto próximo e prolongado, sendo esta uma doença rara e letal.

Mais da autora: Doenças pediátricas do verão: como o enfermeiro deve abordar a otite externa?

Os sintomas podem contemplar:

  • Febre;
  • Dores musculares e corporais;
  • Dores de cabeça;
  • Vômitos;
  • E também sangramento pela boca, nariz ou órgãos internos.

A febre hemorrágica por arenavírus faz com que os capilares sanguíneos permitam o extravasamento do sangue levando a alterações hemorrágicas através da alteração imunopatológica ainda desconhecida.

A doença apresenta um tempo de incubação de aproximadamente 10 a 14 dias até que se iniciem os sintomas, evoluindo para complicação vascular quatro ou cinco dias após, agravando para síndrome vascular, alterações neurológicas e hepatite. E a viremia pode ser observada por pelo menos uma a três semanas em caso de pacientes que consigam sobreviver.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico específico da doença é realizado através do isolamento viral inoculando o sangue de paciente com suspeita diagnóstica em camundongos ou cultura celular de mamíferos. Para diagnóstico rápido, é possível identificar o genoma destes vírus por RT-PCR, que através do sequenciamento nucleotídico, viabiliza a identificação do vírus detectado. O diagnóstico sorológico é realizado normalmente pela identificação de IgM específicos em teste de imunofluorescência indireta, assim como o Mac-ELISA também podem ser utilizados.

O tratamento ainda é muito discutido pela classe médica, sendo contudo, utilizado por enquanto o isolamento respiratório dos pacientes contaminados e tratamento com ribavirina, visto que que este medicamento apresenta boa resposta para casos de febre de Lassa, sendo fundamental o início do tratamento pelo menos sete dias antes da doença.

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Autora:

Referências bibliográficas:

  • FIGUEIREDO, Luiz Tadeu Moraes. Febres hemorrágicas por vírus no Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 39, n. 2, p. 203-210, 2006.
  • DA COSTA VASCONCELOS, Pedro Fernando et al. Infecção humana adquirida em laboratório causada pelo virus SP H 114202 (Arenavirus: família Arenaviridae): aspectos clínicos e laboratoriais. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, v. 35, n. 6, p. 521-525, 1993.
  • FIGUEIREDO, Glauciane Garcia de; FIGUEIREDO, Luiz Tadeu Moraes. Diagnóstico de infecções por Hantavirus e Arenavirus em seres humanos e roedores. 2009.
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Publicado por
Carolina Lafaiete

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