Feridas crônicas podem ser curadas mais rapidamente com uso de membrana de celulose - PEBMED

Feridas crônicas podem ser curadas mais rapidamente com uso de membrana de celulose

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Uma membrana de celulose cristalina desenvolvida recentemente capaz de substituir temporariamente a pele é a melhor indicação encontrada no mercado para ajudar em casos de pacientes com feridas crônicas, queimaduras de segundo grau, escoriações e úlceras vasculares.

Trata-se da Membracel, um curativo biocompatível, sem adesivo, atóxico, com textura extremamente fina e com alta resistência no estado úmido. A versão com poros permite as trocas gasosas e a passagem do exsudato para um curativo secundário.

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Devido às suas características, não é necessária a troca diária do produto, evitando possíveis traumas, promovendo o desenvolvimento do tecido de granulação, reduzindo a dor através do isolamento das terminações nervosas e acelerando o processo cicatricial.

O produto foi desenvolvido pelo engenheiro florestal João Carlos Moreschi, que queria acelerar efetivamente o tratamento da sua mãe, que sofria com úlceras. Após um período de pesquisas intensivas, Moreschi, que possui conhecimentos científicos e tecnológicos nas áreas de microbiologia e de celulose, chegou ao desenvolvimento de um produto capaz de eliminar a dor, transpor o exsudato e promover a cicatrização acelerada de lesões da pele.

Feridas crônicas podem ser curadas mais rapidamente com uso de membrana de celulose

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Como a membrana artificial curou necrose intestinal de paciente

Após uma necrose intestinal, Débora Karine Balestra dos Reis Oliveira, de 39 anos, desenvolveu uma ferida profunda, resultado de quase seis meses na cama do hospital. A lesão por pressão ficou aberta por três anos em um tratamento que envolveu diversas tentativas de medicamentos. Até que Débora Oliveira conheceu a membrana de celulose artificial no mercado brasileiro.

“Fiz todo tipo de tratamento e somente a membrana conseguiu fechar a ferida. Tive uma lesão por pressão no nível mais avançado, chegando a deixar exposto o osso do cóccix e me causando muita dor. Além de cicatrizar, a membrana ajudou no controle da dor”, conta Débora Oliveira. Após um curto tempo utilizando a membrana, a cura veio e a ferida fechou.

Efeitos parecidos com o da pele de tilápia

A membrana de celulose cristalina tem efeito parecido com o da pele de tilápia, sendo certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Food and Drug Administration (FDA), órgão responsável pela saúde pública americana.

O produto já está disponível no mercado brasileiro e em diversos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). O Membracel tem tecnologia 100% nacional, desenvolvida pela indústria paranaense Vuelo Pharma. Ele é capaz de substituir temporariamente a pele, além de isolar as terminações nervosas, diminuindo a dor e acelerando o processo cicatricial.

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A membrana artificial pode ser utilizada em lesões e feridas de pele como queimaduras, escoriações, lesões por pressão, úlceras arteriais e venosas, feridas do pé diabético, feridas cirúrgicas, lesões causadas por epidermólise bolhosa, lesões pós-cauterização ou laser ou em qualquer outra situação em que ocorra a falta da epiderme ou da derme. No ano passado, a invenção se popularizou no país com a utilização por pacientes que sofreram com o novo coronavírus e as lesões causadas por dias seguidos de internamento.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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