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Medicamentos fitoterápicos e anestesia: interação medicamentosa

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Tempo de leitura: 2 minutos.

Estudos demonstram que em média 32% dos pacientes cirúrgicos fazem uso de algum medicamento natural fitoterápico ou suplemento vitamínico. Apesar de muitos pacientes acharem que por não serem de origem alopática, não oferecem risco, acabam por omitir a informação do profissional anestesista. Por isso, é de fundamental importância que os anestesistas perguntem diretamente durante a entrevista pré-anestésica pelo uso de medicações fitoterápicas ou vitaminas específicas.

O uso dessas medicações implicam em basicamente dois fatores importantes. Um deles é a presença de alguma doença subjacente que não foi diagnosticada por causa da automedicação e a possível interação medicamentosa com agentes anestésicos que podem ocasionar complicações principalmente como sangramentos, alterações da função neuronal e no metabolismo de determinadas drogas.

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Dentre as drogas fitoterápicas mais comuns atualmente e que geram mais interação medicamentosa podemos citar:

Valeriana

Usada como ansiolítico natural. Tem como efeito farmacológico a sedação. Seu uso durante um procedimento anestésico pode determinar aumento dos efeitos sedativos dos anestésicos e síndrome de abstinência aguda muito parecida com a dos benzodiazepínicos.

Erva de São Jorge

Usada para tratamento de sintomas de ansiedade e déficit de atenção. Tem como efeito farmacológico a inibição da recaptação de neurotransmissores e improvável inibição da MAO. Durante o ato anestésico deve-se levar em consideração a inibição das enzimas do citocromo P450, afetando a ação da ciclosporina, varfarina e esteroides.

Chá verde

Muito utilizado no auxílio do emagrecimento e como diurético.Tem como efeito farmacológico a inibição da agregação plaquetária e da formação de tromboxano A2. Pode aumentar o risco de hemorragia e diminuir o efeito anticoagulante da varfarina.

Ginsen

Usado como “afinador do sangue” e controle de diabetes.Atua diminuindo a glicemia e inibindo a agregação plaquetária.As preocupações intraoperatórias consistem em:hipoglicemia,diminuição do efeito da varfarina e aumento do risco de hemorragia.

Ginko Biloba

Usado principalmente para melhorar a oxigenação cerebral por seu efeito de inibição do fator ativador das plaquetas.Durante o ato cirúrgico pode aumentar o risco de hemorragia principalmente quando utilizados junto a algum medicamento que cause inibição da agregação plaquetária.

Gengibre

Usado como antiemético e estimulador da imunidade.Também possui ação anti plaquetária.Pode aumentar o risco de hemorragias durante os procedimentos cirúrgicos.

Alho

Usado como anti-hipertensivo,também tem ação de inibição plaquetária e aumento da fibrinólise.Juntos com medicamentos inibidores da agregação plaquetária podem contribuir para o risco de sangramento peroperatório.

Portanto é de fundamental importância que o profissional anestesista tenha ciência de qualquer medicação que o paciente esteja utilizando esporadicamente ou continuamente para que haja um ato anestésico cirúrgico de melhor controle e maior segurança.

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Autor:

Referências:

  • Wong, A.; ATownley, S. Herbal Medicines and Anaesthesia. Cont Edu Anaesth Crit & Pain.
    2011; 11(1):14-17.
  • Destro MW,Speranzini MB,Destro C,Guerra C,Recco GC,Romagnolo LGC.Estudo da utilização no pré-operatório de medicamentos ou drogas fitoterápicas que alteram a coagulação sangüínea.Rev. Col. Bras. Cir. vol.33 no.2 Rio de Janeiro Mar./Apr. 2006

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