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Fixar ou não fraturas do trocanter maior diagnosticadas pela ressonância magnética?

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Com o advento de métodos diagnósticos mais modernos, algumas lesões ortopédicas são diagnosticadas com maior facilidade. As fraturas do grande trocanter vêm sendo percebidas com maior frequência com a utilização da ressonância magnética. Nas aquisições de imagem coronais por ressonância ponderadas em T1 é possível também avaliar o percentual de extensão trocantérica destas fraturas.

Não há consenso sobre quais fraturas requerem intervenção cirúrgica. Estudos anteriores sugeriram que as fraturas com extensão > 50% na região intertrocantérica podem se beneficiar da fixação.

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Fraturas do trocanter diagnósticadas por ressonância magnética

Estudo recentes

Uma série de casos foi publicada em dezembro de 2020 na revista científica “Injury”. Trata-se de uma revisão retrospectiva realizada em um Centro de Trauma de nível 1 localizado na Universidade da Califórnia, San Diego, Estados Unidos. Foram incluídos todos os pacientes apresentando fraturas do trocanter maior com extensão intertrocanteriana ( AO 31A1.1) identificadas na ressonância magnética e tratadas não cirurgicamente entre 2010 e 2017. Foram excluídos pacientes que perderam o seguimento. A amostra totalizou 15 pacientes após a exclusão.

O objetivo deste estudo foi avaliar a taxa na qual as fraturas apresentavam desvio necessitando de fixação cirúrgica. Os pacientes foram tratados de forma não cirúrgica com restrição de carga adotando carga parcial conforme tolerado por 4 a 6 semanas com o uso de um andador ou muletas para auxiliar na deambulação sob a supervisão de um fisioterapeuta credenciado, com acompanhamento clínico rigoroso. Radiografias em AP e lateral do quadril foram obtidas com 2 semanas, 6 semanas, 3 meses e 6 meses de acompanhamento.

Os desfechos primários foram o deslocamento da fratura exigindo operação e a não união. A extensão percentual na região intertrocanteriana foi medida usando imagens coronais de ressonância magnética ponderada em T1.

Resultados

Nenhuma intervenção cirúrgica foi necessária na amostra avaliada. Todos os 15 pacientes obtiveram consolidação das suas fraturas. Quatorze de 15 (93%) tinham extensão intertrocanteriana de 50% ou menos. Um paciente teve extensão inicial de 60%, este paciente também apresentou consolidação sem desvio.

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Esta série de casos parece ser a maior relatada na literatura conforme descrição dos autores. Os resultados permitem concluir que fraturas com menos de 50% de extensão na região de intertrocanteriana apresentam uma baixa probabilidade de deslocamento futuro e altas taxas de consolidação quando tratadas de forma não cirúrgica.

Referências bibliográficas:

  • Kent WT, et al. Greater trochanteric fractures with lntertrochanteric extension identified on MRI: What is the rate of displacement when treated nonoperatively? Injury. 2020;51(11):2648-2651. doi10.1016/j.injury.2020.08.002
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