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médica examinando paciente grávida

Gestantes com epilepsia: ácido fólico beneficia linguagem do bebê

Tempo de leitura: 2 minutos.

Um novo estudo analisou o efeito da suplementação materna de ácido fólico no atraso da linguagem em filhos de mulheres com epilepsia em uso de drogas antiepilépticas. Os resultados foram publicados em agosto na revista Neurology.

O estudo foi realizado na Noruega, com dados do Norwegian Mother and Child Cohort. Informações sobre histórico médico, uso de antiepilépticos e suplementação com ácido fólico durante a gravidez foram retiradas de questionários preenchidos pelos pais. Amostras de sangue foram coletadas da 17ª a 19ª semana gestacional e imediatamente após o parto. O desenvolvimento da linguagem aos 18 e 36 meses foi avaliado pelo questionário Ages & Stages.

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Ácido fólico em gestantes com epilepsia

No total, o estudo envolveu 335 crianças de mães com epilepsia e 104.222 crianças de mães sem epilepsia. Para aqueles sem suplementação de ácido fólico, o odds ratio (OR) ajustado para atraso na linguagem em crianças expostas a drogas antiepilépticas aos 18 meses foi de 3,9 (IC de 95%: 1,9 a 7,8; p < 0,001) e aos 36 meses foi de 4,7 (IC95% 2,0-10,6, p <0,001), em comparação com os controles.

Quando houve suplementação de ácido fólico, os OR correspondentes para atraso de linguagem foram 1,7 (IC de 95%: 1,2 a 2,6; p = 0,01) aos 18 meses e 1,7 (IC de 95%: 0,9 a 3,2; p = 0,13) aos 36 meses.

Esse efeito positivo do ácido fólico na linguagem em crianças expostas a antiepilépticos foi significativo apenas quando o suplemento foi utilizado no período de quatro semanas antes da gravidez e até o final do primeiro trimestre.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

  • Verbal abilities in children of mothers with epilepsy. Elisabeth Synnøve Nilsen Husebye, Nils Erik Gilhus, Bettina Riedel, Olav Spigset, Anne Kjersti Daltveit, Marte Helene Bjørk. Neurology Aug 2018, 10.1212/WNL.0000000000006073; DOI: 10.1212/WNL.0000000000006073

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