Enfermagem

Grávidas e puérperas entram no grupo de prioridade na vacinação contra Covid-19

Tempo de leitura: 3 min.

Nesta segunda-feira, 26, o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica onde é comunicada a inclusão de mulheres grávidas e também puérperas como prioridade na vacinação contra a Covid-19.

Desde o dia 15 de março, mulheres grávidas e no puerpério com comorbidades já eram prioridade e continuam nesta posição, sendo seguidas pelas gestantes e puérperas sem doenças preexistentes. 

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Grávidas como prioridade

Na nota, o Ministério afirma ser “altamente provável” que o benefício de grávidas e puérperas tomarem vacina seja muito maior do que os riscos oferecidos pelas vacinas contra a Covid-19 e, portanto, se tomou a decisão de incluir estes grupos como prioridade na vacinação. 

Ouça também: Covid-19: saiba tudo sobre as vacinas [podcast]

A definição do Ministério da Saúde vem após grande preocupação com a média de mortes semanais de grávidas e de mães de recém-nascidos por Covid-19 em 2021. Os números dobraram em relação ao último ano e estão acima da média da população em geral, de acordo com dados do levantamento do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19). 

Vacina nos grupos prioritários

Desta forma, os critérios de prioridades apresentados pelo governo no Plano de Vacinação se desenham da seguinte forma:

Fase 1: Vacinação proporcional, de acordo com o número de doses disponíveis.

  • Pessoas com síndrome de Down, independentemente da idade;
  • Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise) independentemente da idade;
  • Gestantes e puérperas com comorbidades, independentemente da idade;
  • Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos;
  • Pessoas com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos.

Fase 2: Vacinação proporcional, segundo as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos.

  • Pessoas com comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC;
  • Gestantes e puérperas independentemente de doenças pré-existentes.

Um estudo publicado nos EUA, em março de 2021, concluiu que a vacinação da Covid-19 em gestantes é segura e com poucos efeitos colaterais vacinais, oferecendo imunogenicidade semelhante às não gestantes. Os testes foram feitos com as vacinas da Pfizer/BioNtech e Moderna (RNAm de SARS-COV-2). Além disso, a transferência de anticorpos para os fetos e recém-nascidos se deu tanto através da barreira placentária, como pelo leite materno.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

 

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Publicado por
Isabelle Gaspar

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