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Herpes zoster oftálmico: como identificar e tratar?

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O vírus varicela zoster (VVZ) é um herpes vírus causador da varicela, que persiste de forma latente no sistema nervoso por toda a vida do indivíduo após a infecção primária. O herpes zoster (HZ) é uma doença infecciosa relativamente comum provocada pela reativação do VVZ nos nervos cranianos e nos gânglios das raízes espinhais dorsais e caracterizada por manifestações cutâneas dolorosas. A reativação ocorre com maior frequência em indivíduos imunocomprometidos por outras doenças, como câncer, síndrome da imunodeficiência adquirida, imunossupressão pós-transplante e quimioterapia. Há forte correlação entre a maior incidência de HZ com o aumento da idade, principalmente acima de 55 anos (declínio na resposta imune mediada pelas células T).

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Quadro clínico

O quadro clínico inicia-se com queimação leve a moderada na pele de um determinado dermátomo, frequentemente acompanhada de febre, calafrios, cefaleia e mal-estar posteriormente evolui para eritema cutâneo eritematoso maculopapular até um estágio final de crostas. O padrão anatômico segue uma distribuição periférica nos trajetos dos nervos envolvidos, normalmente é unilateral, circunscrita a um dermátomo Há predominância no tórax e na face. O envolvimento do nervo trigêmeo pode causar alterações na face, na boca, nos olhos ou na língua.

A reativação do vírus varicela zoster comumente afeta a divisão oftálmica do nervo trigêmio e subsequentemente o olho. Essa manifestação é conhecida como herpes zoster oftálmico e considerada uma emergência oftalmológica, tendo como sequelas a possível dor crônica e a perda visual. Deve se assegurar um acompanhamento adequado e para diminuir a morbidade o diagnóstico precoce é extremamente importante. Apesar de ser um diagnóstico fácil quando baseado na história e nas lesões de pele, ocasionalmente o herpes zoster oftálmico pode se apresentar com achados oftalmológicos isolados, sendo difícil distinguir de outras causas de olho vermelho.

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Mais ou menos 60% dos pacientes se queixam de dor em um dermátomo antes de qualquer rash. Em pacientes com envolvimento do nervo nasociliar (sinal de Hutchinson — lesão no nariz), alguns estudos demonstram que 100% desenvolverão alteração ocular. 1/3 dos que não tem envolvimento nasociliar eventualmente desenvolverão alteração ocular. O envolvimento ocular típico é de ceratite dendrítica ou punctata em 65% dos pacientes.

Tratamento

O tratamento se dá com fármacos antivirais que aceleram a cura das erupções cutâneas, reduzem a intensidade e a duração da dor aguda e previnem provavelmente a ocorrência da Neuralgia pós-herpética. As opções de antivirais são: Aciclovir (800 mg), 5 vezes ao dia, durante 7 dias; Famciclovir (500 mg), 3 vezes ao dia, durante 7 dias; Valaciclovir (1 g), 3 vezes ao dia, durante 7 dias. No entanto, alguns pacientes desenvolverão neuralgia pós-herpética (NPH), mesmo após ter recebido adequadamente os antivirais. A doença pode evoluir para a cura em poucas semanas ou a dor pode continuar por meses ou anos. Atualmente, vários tratamentos e técnicas intervencionistas estão disponíveis para o controle da dor.

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Referências bibliográficas:

  • Catron T, Hern HG. Herpes zoster ophthalmicus. West J Emerg Med. 2008;9(3):174-176.

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