Pebmed - Notícias e Atualizações em Medicina
Cadastre-se grátis
Home / Clínica Médica / Hipertensão e epistaxe: existe relação?
Pessoa com caso de epistaxe deve ficar atenta a quadro de hipertensão

Hipertensão e epistaxe: existe relação?

Quer acessar esse e outros conteúdos na íntegra?

Cadastrar Grátis

Faça seu login ou cadastre-se gratuitamente para ter acesso ilimitado a todos os artigos, casos clínicos e ferramentas do Portal PEBMED

Epistaxe é uma condição comum e causa importante de visitas à emergência. Embora raramente seja fatal, a epistaxe é preocupante e requer tratamento adequado. Acredita-se que a epistaxe tenha várias causas, como ar seco, infecção, alergia, trauma, abuso de álcool e uso de anticoagulantes. Dentre todos estes fatores, a hipertensão surge como uma das condições mais importantes associadas ao desenvolvimento de epistaxe. Um estudo coreano publicado no JAMA revelou novas evidências a respeito do tema.

Neste estudo retrospectivo, os pesquisadores usaram dados do seguro de saúde nacional para comparar duas coortes de pacientes: uma com hipertensão tratada com medicamentos e outra sem hipertensão. No total, participaram do estudo 71.498 indivíduos. Cada coorte incluiu aproximadamente 36.000 pacientes que foram pareados por idade, sexo, status socioeconômico e doença crônica. Foram excluídos pacientes que tinham doenças associadas à epistaxe, como por exemplo, tumores naso-sinusais, distúrbios de coagulação. Também foram excluídos pacientes em uso de anticoagulantes.

Leia também: Epistaxe: manejo com ácido tranexâmico é eficaz?

Resultados do estudo

Os pacientes foram acompanhados por um período médio de 5,5 anos. As taxas de incidência de epistaxe foram significativamente maiores no grupo de hipertensão do que no grupo de controle (33 vs. 23 por 10.000 pessoas). Cerca de 13% dos pacientes com epistaxe no grupo de hipertensão procuraram atendimento de emergência em comparação com 5% no grupo de controle. Com relação ao tratamento, mais pacientes com epistaxe no grupo com hipertensão do que no grupo controle necessitaram de tamponamento nasal posterior (1,9% vs. 0,4%). A recorrência de epistaxe não foi significativamente diferente entre os dois grupos. Cabe ressaltar que os pacientes com episódios leves de epistaxe que não visitaram as clínicas não puderam ser avaliados neste estudo.

Mensagem prática

  • A presença de hipertensão deve ser considerada nos casos de sangramento nasal.
  • Os médicos devem estar cientes de que os pacientes com hipertensão e epistaxe podem estar em maior risco de necessitar de tratamento de emergência.
  • Não está claro se a epistaxe grave em pacientes hipertensos reflete a pressão arterial elevada no momento do sangramento ou fragilidade vascular devido aos efeitos da hipertensão crônica.

Saiba mais: Caso clínico: paciente apresenta epistaxe, febre vespertina e emagrecimento

Autor(a):

Referências bibliográficas:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×

Adicione o Portal PEBMED à tela inicial do seu celular: Clique em Salvar na Home Salvar na Home e "adicionar à tela de início".

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.