Enfermagem

Histoplasmose pulmonar: o desafio de um diagnóstico preciso

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A histoplasmose pulmonar é uma micose causada pelo fungo dimórfico Histoplasma capsulatum, e ainda é considerada uma das infecções respiratórias fúngicas mais comum no mundo. Existem duas espécies desse fungo que são danosas ao organismo humano, sendo capsulatum var. capsulatum e H. capsulatum var. duboisii os mais patogênicos.

Estes microrganismos podem ser encontrados em ambientes como cavernas, árvores de pernoite, partes ocas de árvores, minas, galinheiros, caixas d’água, construções antigas, porões e forros de casas.

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Início da infecção

O início do processo infeccioso se dá quando ocorre a inalação dos conídios. Normalmente, as infecções são subclínicas e leves, podendo serem diagnosticadas de forma retrospectiva através da prova cutânea com a histoplasmina, ou através da identificação de pequenas lesões calcificadas contendo os fungos nos pulmões e linfonodos mediastinais.

A maioria destes conídios não sofre nenhum alteração até chegarem aos pulmões, causando o estímulo da resposta inflamatória, contudo, as células mononucleares e macrófagos não são capazes de eliminar este microrganismo.

Após sua instalação, as condições do organismo humano, como a temperatura por exemplo, facilitam a germinação deste fungo e a liberação de suas leveduras, que serão fagocitadas pelos macrófagos presentes nos alvéolos. Dentro dos alvéolos, essas leveduras não são capazes de serem destruídas, causando assim a proliferação fúngica.

Inicialmente, forma-se uma broncopneumonia envolvendo os lobos pulmonares secundários. Através da rede linfática, eles acessam os linfonodos principais, causando um foco inflamatório, podendo disseminar-se ainda mais e chegar à via hematogênica, afetando o baço e outros órgãos.

Histoplasmose

Todo este processo leva à manifestação pulmonar aguda da doença e grave da histoplasmose, após o período de incubação que pode ser de uma até três semanas. Esta doença é autolimitada e acomete especialmente crianças após o primeiro contato com o fungo.

Os sintomas envolvem:

  • Mal estar geral;
  • Febre;
  • Cefaleia;
  • Fraqueza muscular;
  • Desconforto no peito na região subesternal e tosse seca, característico de pneumonia aguda.

Já a histoplasmose pulmonar crônica cavitária apresenta sintomas idênticos à tuberculose avançada do adulto. Afeta especialmente homens acima de 50 anos, com histórico anterior de DPOC. Os principais sintomas são tosse, expectoração mucopurulenta, dor torácica, dispneia de esforço, febre baixa, astenia, anorexia e perda ponderal.

A histoplasmose disseminada aguda afeta mais crianças e pacientes com importante déficit imune, especialmente leucose, linfomas e Aids. Apresenta sintomas de processo infeccioso grave: febre alta, perda ponderal, astenia, diarreia, vômitos, hepatoesplenomegalia, adenomegalias generalizadas e lesões cutâneas.

A histoplasmose disseminada subaguda é bastante similar à forma aguda, apresentando contudo, um curso mais prolongado com manifestação dos sintomas clínicos mais lenta.

A histoplasmose disseminada crônica afeta principalmente os pacientes em maiores de 40 anos, principalmente os homens e em casos que presentem deficiência imune branda, podendo ou não estar relacionada à idade, problemas com alcoolismo, idade, diabetes, presença de tumores, uso de corticoides ou linfomas. Nestes casos, normalmente apresentam astenia, perda de peso e lesões cutâneas e/ou mucosas.

Esta doença desafia os profissionais de saúde até os dias atuais, por ser uma doença de difícil diagnóstico, especialmente por apresentar risco de confusão diagnóstica por se assemelhar com outras patologias que afetam os pulmões, logo, só é possível um diagnóstico confiável, associando as manifestações clínicas, aspectos epidemiológicos e dados laboratoriais.

O tratamento é relativamente bem simples e apresenta boa resposta na grande maioria dos casos.

Por enquanto, ainda não há uma medida preventiva específica, contudo, as medidas educativas e preventivas podem auxiliar no controle desta doença, especialmente em contextos onde envolva o trabalho com a terra, ecoturismo, acesso e manipulação de galinheiros, empresas de limpeza e etc.

Febre na criança: classificação e manejo da enfermagem

Autora:

Referências bibliográficas:

  • Duarte, Eitel. Histoplasmose. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, p. 457-494, 1945.
  • Rossini, Thais Ferrarelli; Goulart, Letícia Silveira. Histoplasmose clássica: revisão. Rev Bras Anal Clin, p. 275-279, 2006.
  • Cunha, Vanessa Santos. Manifestações mucocutâneas de histoplasmose na AIDS: avaliação de 36 pacientes. 2005.
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Publicado por
Carolina Lafaiete

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