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HIV: como melhorar a cognição?

O comprometimento cognitivo continua sendo uma causa significativa de morbidade em pacientes com HIV. Em um novo estudo, pesquisadores testaram dois programas de treinamento da memória de trabalho em pacientes com HIV e controles soronegativos.

Duzentos e um participantes foram randomizados para 25 sessões de treinamento da memória de trabalho adaptativo ou não adaptativo. Setenta e quatro dos 76 indivíduos (34 HIV, 42 controle) completaram o programa adaptativo e 55 foram avaliados após 6 meses; 40 completaram o não adaptativo (20 HIV, 20 controle) e foram avaliados após 1 mês.

Ambos os grupos tiveram melhora cognitiva (> 30%; p <0,0008), noa testes da memória de trabalho não treinados (p ≤ 0,001) e relataram melhorias na função executiva após o treinamento adaptativo (p = 0,004). Em relação ao programa não adaptativo, apenas os participantes HIV+ relataram melhora.

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Participantes com HIV apresentaram maior ativação frontal no início do estudo, mas a ativação cerebral diminuiu em ambos os grupos aos 1 e 6 meses (p <0,0001) de avaliação, com posterior normalização da ativação cerebral nos participantes HIV+.

Pelos resultados, foi possível observar que tanto os participantes soropositivos quanto os soronegativos demonstraram melhora nas tarefas de memória de trabalho e função executiva após treinamento da memória de trabalho adaptativo, mas não após o não-adaptativo. Os achados sugerem que o treinamento adaptativo pode ser considerada para terapia em pacientes HIV+ com déficits cognitivos.

Referências:

  • Chang, L., Løhaugen, G. C., Andres, T., Jiang, C. S., Douet, V., Tanizaki, N., Walker, C., Castillo, D., Lim, A., Skranes, J., Otoshi, C., Miller, E. N. and Ernst, T. M. (2017), Adaptive working memory training improved brain function in human immunodeficiency virus–seropositive patients. Ann Neurol., 81: 17–34. doi:10.1002/ana.24805

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