Cardiologia

Holter 24 horas: ferramenta essencial para o cardiologista

Tempo de leitura: 2 min.

O exame de holter 24 horas é bastante conhecido e difundido no cotidiano dos médicos clínicos e cardiologistas. E mesmo após décadas de utilização na prática diárias e o desenvolvimento de outras tecnologias, é um método diagnóstico ainda é muito útil.

Dentre os casos em que o holter pode auxiliar o clínico fornecendo informações importantes, podemos citar os pacientes com:

  • Queixas e sintomas diários, frequentes, incapacitantes e sem diagnóstico;
  • Cardiopatias que possam comprometer a função elétrica do coração, por exemplo, pacientes com insuficiência cardíaca ou que já sofreram infarto;
  • Necessidade de tratamento crônico com medicamentos que possam alterar os batimentos e aumentar a chance de arritmias;
  • Arritmias conhecidas e necessidade de avaliação do tratamento clínico ou após algum procedimento como, por exemplo, a ablação.

A técnica para aquisição do exame de forma correta é simples e o aparelho pode ser colocado no paciente por qualquer profissional de saúde bem treinado. Quando bem colocado, o aparelho fornece dados muito relevantes sobre como o coração do paciente está funcionando, sobretudo na parte elétrica.

Mais do autor: Cardiomiopatias arritmogênicas: você sabe como conduzir?

Dados como frequência cardíaca, pausas, quantificação de arritmias, alterações do segmento ST e correlação com sintomas são os principais achados relatados no laudo do exame. E ainda dá, inclusive, para comparar o comportamento desses achados entre as diversas fases do dia, como no período de vigília e de sono.

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Como usar e avaliar o holter 24 horas?

A seguir, colocamos algumas dicas para melhor utilização desse exame diagnóstico.

1. Em relação ao preparo e orientação do paciente

  • No dia do exame, é importante que o paciente faça suas atividades diárias normalmente, como se não estivesse com o aparelho, incluindo atividades físicas;
  • Se o paciente sente palpitação ou dor torácica quando está sob estresse físico ou mental, por exemplo, é importante que ele tente reproduzir essas situações no dia do exame;
  • Se ocorrerem sintomas durante o exame, é muito importante relatá-los no diário do paciente;
  • O contato direto do eletrodo com a pele do paciente é fundamental para um exame de boa qualidade. O paciente deve ser orientado a não passar creme hidratante no tórax no dia do exame. O eletrodo deve ser devidamente posicionado e fixado na pele, assim como os cabos e o aparelho.

2. Parâmetros médicos que necessitam atenção do profissional assistente

  • É importante analisar a frequência cardíaca (FC) média e avaliar o comportamento da FC durante os períodos de sono, de vigília e durantes as atividades do paciente;
  • As pausas, quando presentes, devem ser identificadas nos exemplos e analisadas quanto à provável causa. Em regra geral, pausas acima de três segundos podem trazer repercussões graves;
  • As arritmias devem ser analisadas pelo aspecto da quantidade, duração e pela variação de morfologia e, ainda, pela associação com sono e atividades físicas;
  • Por fim, a correlação dos sintomas com alterações eletrocardiográficas é parte muito importante do exame.

Como funciona o laudo do holter via telemedicina?

Atualmente existem várias centrais de telemedicina que conseguem fornecer laudos à distância. O exame de holter é enviado em forma de arquivo eletrônico para uma central, lá o médico especialista confecciona o laudo e retorna o exame pronto para o médico que está cuidando do paciente.

Esse formato traz mais agilidade e confiabilidade ao método, pois conecta o paciente atendido em qualquer lugar do país com uma equipe de médicos especialistas com experiência em arritmias, localizados em uma central de telemedicina.

O ideal, sempre, é que esses exames sejam laudados por médicos experientes e com formação específica em arritmias.

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Publicado por
Eraldo Ribeiro Ferreira Leão de Moraes

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