Home care: o que é, os benefícios e desafios desse serviço

Home Care é o termo em inglês para a assistência médica domiciliar. Essa modalidade, hoje uma obrigação do SUS e da saúde suplementar, visa permitir desospitalização precoce dos pacientes e tem como principais usuários pacientes com doenças crônicas e grande dependência para cuidados da vida diária e de enfermagem. 

Dentro de um modelo de Home Care existem inúmeras formas de atendimento, tais como fisioterapia, fonoaudiologia, nutricionista ou aplicação de medicação via endovenosa (ou intramuscular); monitoramento e atendimentos médico e de enfermagem. Além disso, há ainda a “verdadeira” internação domiciliar, que consiste na presença de um técnico de enfermagem na residência por 12 ou 24 horas por dia com um maior aparato médico hospitalar de maior complexidade (ex: ventilador mecânico), além de dispositivos médicos como traqueostomia, gastrostomia.

Elegibilidade para o Home Care

A elegibilidade de um paciente para Home Care pode ser definida pela operadora ou por normas da regulação de saúde. Não há uma lei específica sobre o assunto. Contudo, os critérios da ABEMID (Associação Brasileira de Empresas de Medicina Domiciliar) e da NEAD são as mais utilizadas. Ao ler os critérios, a nutrição por gastrostomia, traqueostomia com ventilação mecânica e dependência total de cuidados diários são os critérios mais comuns para concessão de Home Care. Infelizmente, pacientes com necessidade apenas de cuidadores, com auxílio parcial para higiene e banho, não se enquadram na classificação, ficando o custo com a família.

Outro aspecto é que o programa de saúde da família, apesar de suporte e visitas domiciliares, não é modalidade de Home Care.

Benefícios e desafios do Home Care

Uma revisão sistemática da Cochrane, em 2013, mostrou que cuidados paliativos domiciliares melhoram sintomas dos pacientes (em especial os oncológicos), concluindo que esses deveriam ser oferecidos aos que desejam morrer em casa. Outras vantagens dessa modalidade são:

  • Conforto
  • Apoio multiprofissional
  • Autonomia
  • Redução de custos
  • Humanização do atendimento

Já os desafios são imensos e incluem:

  • Legislação, como inscrição no CNES e definição por norma legal da elegibilidade dos pacientes
  • Padronização de qualidade – muitos planos de saúde contratam o serviço mais barato e com frequência há conflitos quando ao serviço prestado
  • Cobertura – qual o nível mínimo de assistência que a operadora deve pagar? Só quando necessita de enfermagem ou cuidadores também?
  • Por que a maior parte das prefeituras não implantou ainda o sistema, se isso reduz custos?

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Referências:

  • Atenção à Saúde no Domicílio: modalidades que fundamentam sua prática Saúde e Sociedade v.15, n.2, p.88-95, maio-ago 2006
  • Sistema de classificação de pacientes em assistência domiciliária Luiza Watanabe Dal Ben, Raquel Rapone Gaidiznski Acta Paul Enferm 2006;19(1):100-8.
  • Gomes B, Calanzani N, Curiale V, McCrone P, Higginson IJ. Effectiveness and cost-effectiveness of home palliative care services for adults with advanced illness and their caregivers. Cochrane Database of Systematic Reviews 2013, Issue 6. Art. No.: CD007760. DOI: 10.1002/14651858.CD007760.pub2.
  • http://portalhomecare.com.br/author/phc/
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