Inteligência artificial na medicina: onde estamos e para onde vamos?

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Há muito pensadores da área médica perguntam-se o que leva um ser humano a optar por ser médico. A resposta também não é uma só, e várias vertentes e hipóteses foram levantadas e validadas.

Dentre as características mais aceitas pela comunidade científica, uma das coisas que leva um indivíduo a escolher a medicina é, além do gosto pelo cuidar e de desafios, a sede de conhecimento.

Vontade de aprender, de desbravar, de entender a natureza nunca foi exclusividade da medicina, pois é, na verdade, uma característica humana e está presente em todas as áreas do conhecimento; mas na área médica é sinequanon. Médicos aprendem e produzem conhecimento constantemente, e cada vez mais.

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Entretanto, nos tempos modernos definitivamente perdemos essa exclusividade. Atualmente máquinas, criadas e ensinadas por nós possuem não apenas uma vontade enorme de aprender, mas uma sede de conhecimento que já ultrapassa nossa capacidade de assimilação.

Estamos entrando no admirável mundo novo da Inteligência Artificial, que já impacta setores como o automotivo, o financeiro, a aviação comercial e também começa a transformar a medicina.

O sucesso precoce de iniciativas como o Watson da IBM ou o Google Presciption da gigante do Vale do Silício encontram fundamento e apresentam realidades incríveis que chegam a ser assustadoras, como o volume de conhecimento médico criado que tende a dobrar a cada mês até o ano de 2020.

Um profissional clínico nos dias de hoje para estar plenamente atualizado com o conhecimento científico da sua área, precisaria estudar 162 horas por semana initerruptamente. E provavelmente se piscasse os olhos por um breve momento, ficaria para trás.

Veja também: ‘Médicos x Inteligência Artificial: quem é mais assertivo no diagnóstico? Estudo de Harvard responde’

Por outro lado, esse volume todo de informações impacta positivamente na saúde e segurança de nossos pacientes, na economia do setor e na expansão da nossa capacidade cognitiva como humanos que cuidam de humanos.

Para começar, precisamos nos conscientizar e posicionar na linha de fluxo de dados para entendermos onde estamos, de onde vem nosso conhecimento e para onde vamos no futuro próximo. Na imagem abaixo, eu criei um diagrama básico desenhando esse caminho e nessa coluna na PEBMED vamos iluminar esses aspectos, nos embrenhar nos processos e entender como podemos participar de tanta inovação.

Nós não seremos substituídos. Só não podemos perder a chance de com tanta tecnologia sermos médicos ainda melhores para nossos pacientes.

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Diogenes Silva

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