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Investimentos para médicos: onde colocar o seu dinheiro? [parte 2]

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Após uma abordagem mais teórica na primeira parte desta sequência de textos sobre investimentos para médicos, e após ter colocado a disposição uma quantidade quase infindável de conteúdo sobre o assunto a partir de canais no Youtube, englobando desde o mindset das pessoas que tornam-se ricas até estratégias de organização de finanças pessoais e estratégias de investimento propriamente ditas, chegou a hora de colocar o dinheiro efetivamente para trabalhar para você.

Um conceito fundamental que se deve ter em mente, corresponde ao fato de que investir significa aumentar cada vez mais seus ativos financeiros e reduzir o máximo possível seus passivos, mesmo que para isso seja necessário abrir mão de certos “luxos” no presente, em detrimento de uma vida rica no futuro. O que foi dito anteriormente parece óbvio, mas há uma infinidade de pessoas que ainda acham que casa própria e automóveis são ativos, o que definitivamente não é verdade, porém para não me prolongar muito neste assunto, sugiro a leitura do livro “Pai rico, pai pobre” (de Robert Kiyosaki e Sharon L. Lechter) ou pelo menos a visualização desta síntese disponível no Youtube.

Outro ponto importante que deve ser falado, é que a melhor data para se começar a investir foi há dez anos, mas a segunda melhor é hoje! Muitos acham que por ainda não ter concluído a graduação ou por já estar na quinta década de vida, não devem investir, e esse é um dos mindsets de nossa sociedade que precisa ser mudado. Os dois principais aliados da rentabilidade dos seus investimentos são os juros compostos e o tempo, que andam lado a lado, de modo que, quanto antes começar a investir, melhor, mas mesmo que você já tenha 40, 50 ou 60 anos, começar a investir agora sempre será melhor do que começar a investir daqui a cinco ou 10 anos.

Além disso, este início de caminhada é ótimo para uma abordagem empírica dos tipos de investimentos, afinal, é muito mais tranquilo investir 50 ou 100 reais e perder 10 a 20% desse valor, do que investir um milhão de reais e perder 20%, então enquanto estuda como investir de forma eficaz e fazer grandes investimentos, comece pequeno, escolha alternativas mais simples e seguras (ou pague para um especialista fazer os investimentos para você, por meio de fundos de investimento), até que sinta-se capacitado para realmente tomar conta de toda a sua vida financeira sozinho.

Passo 1 – Escolhendo uma corretora de valores

Agora vamos começar a colocar tudo o que já foi colocado em pauta na prática, na vida real. O primeiro passo para quem quer começar a investir é abrir conta (geralmente de forma gratuita) em uma corretora de valores independente de confiança e com taxas baixas, que nada mais é do que um intermediador entre o investidor e o investimento, de forma que apenas através dela ou dos bancos é possível fazer os seus investimentos em renda fixa ou renda variável.

E por quê deve-se investir por meio de uma corretora e não por meio de um banco? Porque os investimentos feitos através dos bancos (mesmo nas categorias “premium”, às quais os médicos quase sempre têm acesso) envolve o pagamento de taxas elevadas (aqueles 1 a 2% parecem pouco, mas no final de 20 ou 30 anos fazem muita diferença), o número de opções geralmente é limitado e os bons investimentos geralmente estão disponíveis apenas para investimentos de grande valor.

As dificuldades começam já neste primeiro passo, existem diversas corretoras de valores disponíveis, cada uma com uma vantagem específica, e escolher uma dentre todas elas parece algo impossível. Por isso, separei dois vídeos dentre os muitos outros disponíveis sobre o assunto, falando sobre as maiores corretoras da atualidade: o primeiro é do Jovens de Negócio e o segundo do Gustavo Cerbasi.

Dica: existem corretoras com vantagens para investimentos em tesouro direto, corretoras com vantagens para fundos imobiliários e corretoras com vantagens para ações. A maneira mais fácil e inteligente de usufruir dos benefícios de cada uma delas, é abrir contas em mais de uma corretora, a fim de reduzir as taxas pagas a cada uma delas.

Passo 2 – Escolhendo um banco

Muitos devem estar se perguntando o porquê da necessidade de escolher um banco, se os investimentos serão feitos através da corretora de valores, e a resposta é simples: é através do banco que você vai poder enviar dinheiro para a sua corretora de valores, geralmente via TED ou DOC.

Para os seus investimentos, os bancos irão servir apenas para receber o seu salário e enviar parte dele para a sua conta da corretora, deve-se escolher aquele que te possibilite fazer transferências a um preço baixo ou nulo.

Geralmente, os bancos digitais possuem esse tipo de serviço a taxas mais atraentes, mas nos segmentos premium dos bancos físicos, pode-se encontrar taxas nulas.

Dica: alguns bancos disponibilizam segmentos diferenciados para os médicos pelo simples fato de ter a medicina como profissão (ex: no Santander, há liberação imediata do segmento Select para médicos), mesmo sem um histórico de renda elevada ou mesmo sem nenhum histórico de renda, possibilitando acesso a boas oportunidade (e a um cafezinho de cortesia) para recém-formados e para aqueles que ainda estão na residência.

Passo 3 – Escolher quanto e onde investir

A partir do seu perfil de investidor (indicado na primeira parte dessa série de artigos) e do seu orçamento mensal, deve-se definir quanto você irá investir todos os meses e qual será o destino deste dinheiro. Uma sugestão é que pelo menos 25% de seus rendimentos sejam destinados a investimentos (mas lembre-se, quanto maiores seus aportes, mais rápido será o seu enriquecimento. Conheço pessoas que adotaram um estilo de vida mais simples do que poderiam e investem cerca de 70% do seu salário desde o começo de suas carreiras).

Com a atual conjuntura de juros baixos, com tendência a juros reais nulos, mesmo para investidores mais conservadores, sugiro fazer aportes mensais em renda variável, a fim de aumentar a rentabilidade dos investimentos, uma vez que a renda fixa já não está tão atrativa

Observação: a Renda Fixa continua sendo importantíssima, pois é a opção mais segura disponível no mercado, principalmente para formação de reserva de emergência e para investimentos com data próxima de retirada, como uma viagem daqui a um ou dois anos, afinal imagine que você e sua família se programaram para uma viagem pela Europa e você investiu todo o seu dinheiro em ações, mas dois meses antes da viagem, com apenas a passagem paga, ocorre uma crise econômica importante e a bolsa de valores cai 50%, você terá que decidir entre deixar de viajar e vender seus ativos restantes por um preço muito baixo, perdendo muito dinheiro.

Com relação à renda fixa, existe uma série disponível aqui mesmo no Portal PEBMED escrita pelo Dr. Rodrigo Meira e o próprio Governo Federal disponibiliza cursos para quem se interessar pelo Tesouro Direto.

Além do Tesouro Direto, existem também outras opções de investimentos em renda fixa:
LCI – Letras de Crédito Imobiliário;
LCA – Letras de Crédito de Agronegócio;
CDB – Certificado de Depósito Bancário;
LC – Letras de Câmbio

Para entender melhor cada um deles, sugiro este vídeo.

Deve-se ter atenção especial às taxas embutidas em cada investimento e também à liquidez de cada um deles. A liquidez basicamente diz respeito à facilidade de se ter acesso ao dinheiro investido, ou seja, quanto maior a liquidez, mais rápido o dinheiro cairá na sua conta em caso de necessidade. Obviamente, ativos de maior liquidez, como o Tesouro SELIC geralmente possuem rendimento inferior a títulos de baixa liquidez.

Observação: Lembre-se sempre dos motivos que fizeram você optar por determinado investimento. Por exemplo, se você está investindo para formar uma reserva de emergência, você não deve investir em um ativo de renda fixa sem liquidez, ou seja, que você não consegue ter acesso rápido ao dinheiro investido em caso de necessidade. De mesma forma, ao investir em renda fixa, você busca segurança para seu dinheiro, ou seja, é incoerente investir em um CDB de um banco pequeno, que pode vir a falir a qualquer momento, pois você está assumindo um risco alto para um rendimento baixo (neste exemplo, seria melhor investir o dinheiro em renda variável, onde o risco é maior, mas o rendimento também é).

Para investidores balanceados, existe uma regra prática que facilita a definição de quanto você deve investir em renda fixa e quanto deve investir em renda variável, chama “a regra dos 80”, na qual a porcentagem que será investida em renda variável corresponde a 80 subtraindo-se a sua idade atual. Por exemplo, uma pessoa de 40 anos, deveria investir 40% em renda variável e 60% em renda fixa.

Pode-se adaptar essa regra de acordo com seu perfil ou com o cenário macroeconômico do momento, há quem use uma adaptação da regra citada anteriormente, utilizando “a regra dos 100”, e também há quem seja arrojado o suficiente para investir 100% em renda variável.

Independentemente da estratégia utilizada, o importante é fazer aportes todos os meses, colocando os seus investimentos como uma prioridade em sua vida, levando-se em conta a máxima “pague-se primeiro” ao pé da letra.

A fim de facilitar a leitura e compreensão deste artigo, deixaremos a descrição e as estratégias de renda variável para a terceira parte desta série. Até breve!

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Atenção! Todos as sugestões de livros, canais, blogs, autores etc. são opiniões minhas, de forma que não estou sendo patrocinado de nenhuma maneira e estou livre de conflito de interesses. As informações aqui contidas também não dizem respeito a nenhuma recomendação de investimento, mas buscam possibilitar que você seja capaz de tomas as suas próprias decisões de investimento.

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