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LARC: por que escolher esse método contraceptivo?

A contracepção de longa duração reversível, utilizada no nosso dia-a-dia com a sigla em inglês LARC (long-acting reversible contraception), inclui o dispositivo intrauterino de cobre, o sistema intrauterino hormonal com levonorgestrel e o implante subdérmico. Esses métodos possuem a vantagem de serem “esquecíveis”. Eles não dependem da adesão, como pílulas diárias, injeções trimestrais e mensais, ou inserir um anel ou adesivo.

Nos últimos anos surgiram novas opções para evitar gestação e a população alvo que necessita desta abordagem envolve mulheres nulíparas e adolescentes. Artigo recente, publicado na New England Journal³, indicou que 45% das gestações nos EUA não foram planejadas e que a taxa de falha em mulheres jovens era maior que em mulheres mais velhas, sendo a adesão o fator importante.

Quando uma mulher decide iniciar um novo método, devemos levar em consideração:

  • Efeitos colaterais;
  • Eficácia;
  • Comorbidades e contraindicações (leia sobre critérios de elegibilidade);
  • Aceitação pelo paciente, que está diretamente ligada à adesão e uso correto do método.

A combinação de fatores, como perfil da paciente, via de administração, taxa de falha (leia sobre Índice de Pearl) e efeitos colaterais, influenciam na aceitação da paciente para o uso adequado.

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O fato de existir diferença na taxa de falha em contexto ideal e na vida real é bastante discrepante na maioria dos métodos reversíveis. Isso tem direcionado o aconselhamento de LARC no planejamento familiar. LARC não depende da memória, seu uso real não varia do uso em estudo. Por isso, muitos profissionais recomendam que estes sejam a primeira linha de contraceptivos para a maioria das pacientes.

Mulheres que utilizam método contraceptivo de uso diário como os contraceptivos orais estão em maior risco de gravidez indesejada que as que utilizam LARC. Com LARC, a taxa de interrupção do método é baixa e satisfação da mulher é elevada.

Eles podem ser combinados com método de barreira, como camisinhas, para proteger contra infecções sexualmente transmissíveis.

Autora:

Recomendações de leitura:

  1. Stewart M, Bateson D. Choosing non-oral, long-acting reversible contraception. Aust Prescr. 2016 Oct; 39(5):153-158. Review.
  2. Mestad RE, Kenerson J, Peipert JF. Reversible contraception update: the importance of long-acting reversible contraception. Postgrad Med. 2009 Jul;121(4):18-25. doi: 10.3810/pgm.2009.07.2025. Review.PMID:19641264
  3. Kathryn M curtis, Jeffrey F Peipert. Long-acting reversible contraception. New England Journal.

 

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