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Lentes de contato medidoras de glicemia: um novo olhar sobre o DM?

Tempo de leitura: 2 minutos.

Dados da OMS mostram que o diabetes melittus (DM) tem crescido no mundo. Em 1980, a doença estava presente em 108 milhões de pessoas, já em 2014, esse número chegou a 422 milhões. No Brasil, pelo Sistema Vigitel*, entre 2006 e 2016, o número de diagnósticos cresceu 62%. Um dos pilares do tratamento do diabetes é o controle estrito da glicemia, em geral, com múltiplas medições diárias que são feitas com picadas de agulha nos dedos.

Pensando no desconforto deste processo, está em desenvolvimento um modelo de lentes de contato inteligentes, capazes de monitorizar em tempo real a glicemia dos pacientes. Cientistas sul coreanos testaram com sucesso as lentes em coelhos e publicaram os resultados na revista Science Advances. Não é a primeira vez que isso foi proposto. No final de 2014, a Google anunciou que estava trabalhando em uma lente de contato desse tipo, mas não se tem notícias recentes sobre o andamento do projeto.

As lentes funcionam com a integração de sensores de glicose, circuitos de transferência de energia sem fio e pixels de exibição para visualizar sinais de detecção, usando nanoestruturas transparentes e flexíveis capazes de medir a glicemia. Este mecanismo eliminaria a necessidade de equipamentos de medição adicionais e volumosos, além de não atrapalhar a visão do indivíduo.

Certamente, essas lentes ajudariam no aumento da aderência ao tratamento e, consequentemente, uma redução das complicações a curto e longo prazo da doença. Mas segure suas lágrimas de alegria! As lentes ainda não foram testadas em seres humanos, então ainda há um longo caminho para chegada delas no mercado. A PEBMED certamente ficará de olho nas novidades sobre o assunto!

*Vigitel: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico.

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