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medica com mascara de cirurgia

Livre para voar: mulheres desbravadoras e seus desafios na medicina

*Texto do nosso parceiro AEMED

O século XIX nos trás uma intrigante história sobre James Barry, um importante médico da época que colaborou com descobertas voltadas para a área sanitarista e da esterilização. Tais conquistas se tornaram imprescindíveis para o controle da cólera, que dizimava população naquela época, e ainda para a realização de cirurgias bem sucedidas. Além disso, James ajudou a inaugurar vários hospitais na região do império britânico, o que o tornou muito conhecido por seus feitos, principalmente, durante as batalhas de Waterloo, sendo médico das forças armadas. “Mas por que falar de James nessa data tão imponente para as mulheres?”, deve ser a sua pergunta.

O que muitos não sabiam era que, na verdade, James era a irlandesa Margaret Ann Bulkley, que precisou fingir ser uma pessoa do sexo oposto, já que não era permitido a mulheres serem médicas. Tal façanha só foi descoberta quando James faleceu e uma enfermeira no preparo do corpo percebeu o real gênero. Margaret Ann, posteriormente, foi reconhecida como a primeira médica da Grã-Bretanha e uma das grandes pioneiras das mulheres na Medicina.

Felizmente, estamos no século XXI e muito dessa realidade se dissipou aqui no Brasil, após figuras icônicas tais quais Maria Augusta Generoso Estrela, primeira médica brasileira, formada no Medical College and Hospital for Women em Nova York 1875, já que na época era proibido o ingresso no curso em nosso território, e ainda Rita Lobato Velho Lopes, primeira médica do Brasil, que adentrou no curso após uma reforma no ano de 1879 que autorizou mulheres a estudar medicina no país.

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Hoje, o predomínio nas faculdades de medicina é de mulheres. A tão sonhada aprovação no curso definitivamente não impacta negativamente como há séculos ou mesmo décadas atrás e, sobretudo a tendência é clara da feminização da medicina no Brasil. Vivemos tempos novos, os valores de uma mulher na sociedade atual não são mais – ou pelo menos não deveriam ser – restritos aos cuidados do lar e da sua família como já fora vivenciado no passado.

A mulher hoje é livre para seguir sua carreira, alçar voos altos e ser referência na área que escolheu com maestria e, por desbravarem tantos obstáculos para chegar ao topo, certamente quando chegam demonstram o seu diferencial. De fato, alguns empecilhos ainda insistem em cruzar a nossa frente, como a da menor inserção no mercado de trabalho, a subocupação de cargos de chefia por resistência e ainda os salários inferiores, mas o que seria da nossa trajetória se não fossem os desafios para o sexo nada frágil?

A você médica e também a você estudante que fez essa escolha de carreira, desejo um feliz Dia Internacional da Mulher mais que especial! Que a exemplo das pioneiras da medicina tenhamos garra para matar os leões do dia a dia e engatilhar nosso sucesso. Vocês são incríveis!

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