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Paciente com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida passa por consulta com médica que busca garantir sua sobrevida.

Mais sobrevida na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida

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A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) é a via final da maioria das doenças cardíacas e cardiovasculares. Trata-se de uma doença sem cura que a abrevia a vida. Entretanto muito se descobriu sobre a fisiopatologia da doença nos últimos anos e tratamentos promissores mudaram e continuam mudando os desfechos na ICFEr.

Mais recentemente o inibidor da neprelisina sacubitril associado a valsartana, o inibidor dos receptores SGLT2, dapaglifozina, e o antagonista mineralocorticoide espironolactona mostraram reduzir a mortalidade da doença além da redução já vista com a terapia convencional com BRA/IECA e betabloqueadores. Porém esses medicamentos foram testados em contextos diferentes, muita das vezes separadamente um do outro, tendo seu benefício medido de forma isolada.

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Estudo comparativo dos tratamentos

Um estudo utilizou três grandes ensaios (DAPA-HP, EMPHASIS-HF, PARADIGM-HF) e comparou o tratamento de forma indireta das novas terapias em relação ao tratamento convencional. O desfecho primário era morte cardiovascular ou a primeira internação por insuficiência cardíaca. Foram ainda avaliados os desfechos individuais e todas as causas de mortalidade.

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Resultados

O resultado foi surpreendente, a estimativa é que o novo tratamento aumente em 2,7 anos para pacientes com 80 anos ou mais, e 8,3 anos para pacientes com 55 anos ou mais, o tempo de vida livre de morte cardiovascular ou internação por ICFEr. Além disso a sobrevida geral foi aumentada em 1,4 anos para pacientes com 80 anos ou mais, e 6,3 anos para pacientes com 55 anos ou mais em comparação ao tratamento convencional.

Conclusão

Apesar de se tratar de uma estimativa, o estudo enfatiza a importância da utilização das novas terapias em conjunto como um grande benefício adicional a terapia convencional na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, dando respaldo para a realização de grandes estudos para avaliação direta e até mesmo para o uso na prática clínica diária dessas medicações. É importante frisar que a acessibilidade aos medicamentos e o custo da cesta de medicamentos não foram avaliados no estudo, mas podem impactar na aderência terapêutica.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Vaduganathan M, Claggett BL, Jhund PS, et al. Estimating lifetime benefits of comprehensive disease-modifying pharmacological therapies in patients with heart failure with reduced ejection fraction: a comparative analysis of three randomised controlled trials. Lancet. 2020;396:121.

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