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Março Roxo: mês de conscientização sobre epilepsia terá campanha nacional

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Dentro do conceito de Março Roxo, a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) está coordenando a campanha “Epilepsia – Abrace Esta Causa“, que tem como objetivo combater o preconceito através da disseminação de informações.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge mais de 50 milhões de indivíduos no mundo, com estimativa de que 3,5 milhões não recebem ou não fazem o tratamento adequado. Na América Latina, são quase 8 milhões convivendo com a doença, sendo 3 milhões brasileiros.

“Muitos indivíduos acham que a epilepsia é contagiosa, negando ajuda quando vêem alguém na rua tendo uma crise convulsiva por falta de informação. Também existe um estigma muito forte de que é uma doença mental, o que não é verdade. A campanha tem este papel importante de mostrar que as pessoas com epilepsia sofrem mais com o preconceito do que com a própria doença”, explica Maria Alice Susemihl, presidente da ABE.

Epilepsia e crise epiléptica

Crise epiléptica se caracteriza como a ocorrência transitória de sinais e/ou sintomas mediante a uma atividade neuronal síncrona ou excessiva no cérebro, que incluem fenômenos anormais súbitos e transitórios, tais como alterações da consciência, ou eventos motores, sensitivos/sensoriais, autonômicos ou psíquicos involuntários percebidos pelo paciente ou por outro indivíduo (acompanhante).

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Diferentes tipos

As crises epilépticas provocadas, também conhecidas como crises sintomáticas agudas, são causadas por condições agudas e transitórias, tais como alterações sistêmicas, metabólicas ou tóxicas, ou lesões ao sistema nervoso central (SNC).

Essas crises são acompanhadas de uma associação temporal próxima ao insulto agudo.

O intervalo entre o mesmo e a crise pode variar dependendo do seu tipo:

  • Crises nos primeiros sete dias após infecção do SNC, AVC, trauma craniano e esclerose múltipla;
  • Crises durante o tratamento de neurocisticercose ou abscesso cerebral;
  • Crises com a presença de hemorragias agudas das malformações arteriovenosas;
  • Crises durante a fase aguda ou com alterações metabólicas graves durante a infecção por HIV/AIDS.

Crises epilépticas classificadas como provocadas não são consideradas epilepsia por não serem causadas por uma alteração cerebral estabelecida e duradoura.

Crises epilépticas não provocadas

São crises isoladas ou agrupadas dentro de um período de 24 horas, que ocorrem na ausência de um fator clínico precipitante em um indivíduo sem histórico prévio compatível com epilepsia.

Este fator clínico pode ser, por exemplo, um trauma craniano, encefalite ou um distúrbio metabólico. Sua ocorrência começa a ser estimada a partir de um mês de vida.

O risco de novas crises após uma primeira crise não-provocada está em torno de 33 a 50%. Após uma crise desencadeada por um fator precipitante, a depender deste fator, é possível o desenvolvimento da predisposição permanente do indivíduo a apresentar crises.

O que fazer?

Quando a primeira crise epiléptica ocorrer, o médico deve escolher entre iniciar imediatamente uma medicação antiepiléptica ou aguardar até que o indivíduo apresente uma próxima crise.

Como tentativa de responder a esse dilema, foi realizado um estudo multicêntrico, por um grupo britânico, chamado MESS – Multicenter Trial for Early Eplepsy and Single Seizures (Ensaio Multicêntrico para Avaliar Crises Epilépticas Iniciais e Crise Epiléptica Única).

Os primeiros resultados foram publicados em 2005. Os pesquisadores demonstraram que após a primeira crise, o início de medicações antiepilépticas reduziu o número de crises subsequentes em dois anos. Porém, após esse período não houve diferença no número de crises para quem faziam uso ou não dessas medicações.

Os autores do estudo analisaram as características e os resultados do tratamento proposto aos indivíduos que participaram do estudo MESS, para predizer quais deles teriam risco elevado, médio ou baixo de recorrência de crises epilépticas.

O objetivo dessa análise foi decidir quem seria beneficiado com o início de medicações antiepilépticas imediatamente após a primeira crise. A conclusão foi que os pacientes com risco de recorrência de crises elevado e médio se beneficiaram do início imediato de medicações após a primeira crise.

Entretanto, o mesmo não ocorreu com aqueles com risco baixo podendo, portanto, prorrogar o início de medicações antiepilépticas.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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