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Medicamento para diabetes chega ao Brasil e pode combater também obesidade

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No início do mês foi lançado oficialmente o medicamento semaglutida no país. Trata-se de mais um análogo injetável do hormônio GLP-1, mas com grandes vantagens. Um dos atrativos para o paciente é a aplicação semanal de forma injetável, aplicada por via subcutânea através de um dispositivo em formato de caneta.

De acordo com os estudos clínicos, há uma redução de até 1,8% na hemoglobina glicada e de até 20% do peso corporal. No entanto, a medicação ainda não tem indicação para tratar da obesidade. Estudos neste sentido ainda estão em andamento.

Os efeitos adversos mais frequentes são náuseas e vômitos. Quando a glicemia se encontra muito elevada, é possível que o paciente sofra uma queda rápida da glicemia com o uso desta medicação, podendo acarretar no agravamento da retinopatia em pacientes de alto risco.

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“O medicamento semaglutida traz vários benefícios aos portadores de diabéticos, ainda mais sendo um medicamento injetável, usado apenas uma vez por semana. Além disso, apresenta um efeito comprovado no controle do diabetes tipo 2 e ainda auxilia bastante a diminuir a obesidade. Testes ainda estão sendo realizados para avaliar o benefício do remédio na diminuição da gordura corporal, mas os resultados obtidos até hoje já mostram uma redução de até 20% do peso dos pacientes”, explica o endocrinologista Mário Kehdi Carra, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO).

Funcionamento do medicamento

O semaglutida, princípio ativo do Ozempic, é um análogo do GLP-1 com uma sequência de homologia de 94% relativamente ao GLP-1 humano. O semaglutida atua como agonista dos receptores de GLP-1 que se liga seletivamente e ativa o receptor de GLP-1, o alvo para GLP-1 nativo.

O GLP-1 é um hormônio fisiológico que tem múltiplas ações na regulação do apetite e da glicose, bem como no sistema cardiovascular. Os efeitos no apetite e na glicose são especificamente mediados pelos receptores do GLP-1 no pâncreas e no cérebro.

Ele reduz a glicose sanguínea de uma forma dependente da glicose, estimulando a secreção da insulina e reduzindo a secreção de glucagom quando a glicose sanguínea está elevada. O mecanismo de redução da glicose sanguínea também envolve um ligeiro atraso do esvaziamento gástrico na fase pós-prandial precoce. Durante a hipoglicemia, o semaglutida diminui a secreção de insulina e não inviabiliza a secreção de glucagom.
O remédio já está disponível no Brasil, sendo comercializado a partir de R$ 550.

Diagnóstico do diabetes

O diagnóstico do diabetes é realizado através de um simples exame de sangue, que leva, no máximo, três minutos para ficar pronto. Se for identificada uma alteração considerável, o médico deverá solicitar outros exames clínicos e laboratoriais mais detalhados, como o teste oral de tolerância à glicose (curva glicêmica).

Esse exame deve ser realizado em diversas etapas, em que são coletadas amostras de sangue em um tempo determinado, geralmente a cada meia hora. Nos intervalos, a pessoa deve ingerir um xarope de glicose. Os resultados são apresentados em um gráfico e permitem o diagnóstico preciso.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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