Medicina Nuclear

Medicina nuclear pode ser uma grande aliada no diagnóstico e tratamento do câncer

Tempo de leitura: 2 min.

Você sabia que a medicina nuclear pode ser uma grande aliada no diagnóstico e no acompanhamento de doenças, como o câncer de pulmão?

A PET/CT, uma combinação de duas especialidades diagnósticas em apenas um exame de imagem: a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a tomografia computadorizada (TC), por exemplo, oferece uma maior precisão de resultados, capazes de manejar mais facilmente neoplasias e detectar tumores.

“Além de ser utilizado na investigação metabólica do nódulo pulmonar, o exame avalia a proporção da enfermidade e se houve disseminação para outros órgãos. Quando o paciente já tem o diagnóstico de câncer, o PET/CT auxilia no estadiamento, direcionando o tratamento mais adequado, e no acompanhamento da resposta terapêutica”, explica a médica nuclear Sumara Gouveia, da Clínica de Medicina Nuclear Villela Pedras.

“A medicina nuclear auxilia essa avaliação com os exames de cintilografia óssea e, principalmente, com o exame de PET/CT. A cintilografia óssea é um exame realiza a avaliação da existência ou não de metástases ósseas. Entretanto, atualmente este exame vem sendo substituído pelo exame de PET/CT com FDG-18F, uma vez que realiza o estadiamento de forma mais completa e mais sensível. Este exame avalia o componente metabólico e consegue identificar focos de possíveis metástases no corpo inteiro, e não apenas, no esqueleto ósseo”, complementa o médico Marcos Villela Pedras Polonia, diretor administrativo-comercial da clínica.

Medicina Nuclear

A Medicina Nuclear é uma especialidade que tem crescido bastante nos últimos anos, principalmente em razão da sua contribuição no auxílio diagnóstico e, até mesmo, nas terapias radionuclídeas.

No Brasil, existe uma boa quantidade de Centros de Formação de Especialistas, seja através de residência médica ou cursos de pós-graduação. Entretanto, um dos maiores desafios é possibilitar a difusão destes métodos para locais mais distantes dos grandes centros urbanos.

“Como o insumo principal que utilizamos é radioativo, o tempo de decaimento destes itens dificulta muito a implementação de centros de Medicina Nuclear em locais que não possuam grande facilidade logística de transporte. Nada consegue impedir o tempo de decaimento do material radioativo que está sendo transportado. Portanto, para a dose chegar na forma prescrita em locais distantes é necessário liberar uma grande quantidade deste material no local de origem, ocasionando um grande desperdício por conta do decaimento radioativo”, esclarece Marcos Villela Pedras Polonia.

Outro desafio, ainda segundo o especialista, é o custo dos medicamentos envolvidos. Uma grande parte dos materiais utilizados em exames diagnósticos e quase a totalidade dos insumos envolvidos nos tratamentos apresentam valores muito altos e, consequentemente, limitam muito o acesso por grande parte da população.

“Uma quantidade significativa de novos procedimentos não está no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar e o rol de procedimentos do Sistema Único de Saúde encontra-se ainda mais defasado”, frisa o diretor administrativo-comercial da clínica.

Leia também: PET/CT PSMA: quando o guideline recomenda indicar esse método?

Principais diferenciais da especialidade

A medicina nuclear é uma especialidade médica que utiliza quantidades mínimas de radiação, através de elementos conhecidos como radiofármacos, para realizar exames diagnósticos, terapias e, inclusive, auxiliar em alguns procedimentos cirúrgicos em casos de neoplasia de mama e melanoma. O principal diferencial da especialidade está na avaliação da função de diversos órgãos, de forma segura e não invasiva.

Principais oportunidades

O crescimento da especialidade ocasionou a ampliação e a abertura de novos centros de Medicina Nuclear. Estes locais estão precisando de profissionais habilitados e capacitados. Considero que o mercado esteja aquecido para a contratação de especialistas com título em Medicina Nuclear pela AMB/ CBR.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Úrsula Neves

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