Saúde Pública

Médicos e pacientes devem notificar efeitos adversos das vacinas para a Anvisa

Tempo de leitura: 3 min.

Médicos e pacientes devem notificar os efeitos adversos das vacinas no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As notificações de queixas técnicas ou de eventos adversos podem levar à adoção de medidas restritivas, caso necessário.

O apelo foi realizado pela segunda diretora da agência, Meiruze Sousa Freitas, em uma audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados realizada durante essa semana, que ressaltou a importância de realizar estudos pós-vacinação, em especial para monitorar os efeitos das vacinas sobre as novas variantes do novo coronavírus, que têm maior potencial de transmissão da doença.

Leia também: Primeiro mês de vacinação: resumindo efeitos colaterais e contraindicações

A segunda diretora da Anvisa ponderou que, nos primeiros resultados recebidos, os efeitos adversos são de linha média e moderada. “Estes dados ainda estão sendo compilados, mas nenhum resultado aponta para suspensão de vacina”, observou.

Outra preocupação dos estudos pós-vacinação é analisar a efetividade das vacinas em grupos específicos da população, que não foram estudados nos testes clínicos.

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Falsificação

A agência também alertou para casos de falsificação, em que foi utilizada a vacina da gripe no lugar da vacina contra a Covid-19. Para evitar a falsificação, a Anvisa alertou para a necessidade de devolução dos frascos vazios que tenham o rótulo das vacinas.

Não é necessário ter certeza da associação entre o evento adverso e o uso da vacina. A simples suspeita da associação é suficiente para se realizar uma notificação, que deve informar o lote e o fabricante do produto.

Aprovação de vacinas

O Brasil foi o país que mais aprovou vacinas por sua agência regulatória, com cinco vacinas avaliadas. “Nossa vantagem é que participamos do desenvolvimento clínico das vacinas desde o começo, por isso conseguimos conhecer melhor a plataforma das vacinas. Isso favorece uma avaliação mais séria, seja no momento do registro, seja no momento da autorização de uso emergencial”, comentou Meiruze Freitas.

Segundo a gerente de farmacovigilância da autarquia, Helaine Capucho, a urgência tem obrigado autoridades sanitárias de diversos países a encurtarem prazos de análise de medicamentos desenvolvidos em curto espaço de tempo.

“Para trazer as respostas de que precisamos, os prazos para realização de estudos científicos estão sendo encurtados. Em alguns casos, há também uma redução do número de participantes e do tempo de acompanhamento destes participantes”, disse Helaine Capucho, durante um seminário virtual realizado pela Anvisa no mês passado.

Orientação aos profissionais de saúde 

A gerente de farmacovigilância da Anvisa pediu diretamente aos profissionais de saúde que sempre orientem os seus pacientes a relatarem possíveis efeitos adversos de qualquer medicamento ou tratamento. 

Saiba mais: Vacina da Pfizer: Anvisa autoriza estudos de uma possível dose de reforço

“Os cidadãos devem ser orientados a reportar efeitos adversos a qualquer tempo. Se grave, a pessoa provavelmente vai voltar a procurar a instituição de saúde, mas é importante orientar as pessoas a notificarem também as reações menos graves; a informarem o que tomou, quando tomou, quando começaram os sintomas e de que tipos foram”, alertou Helaine Capucho.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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Publicado por
Úrsula Neves

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