Meu paciente tem glaucoma de ângulo fechado. Quais medicações não devo prescrever?

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O glaucoma é uma neuropatia óptica. O exame de um nervo óptico glaucomatoso geralmente revela uma escavação aumentada e outras alterações da cabeça do nervo óptico e da camada de fibras nervosas. É geralmente, apesar de não ser sempre, associado ao aumento da pressão intraocular. Existem diversas formas de glaucoma. O glaucoma de ângulo fechado é uma forma caracterizada pelo estreitamento ou fechamento do ângulo da câmara anterior, local de drenagem do humor aquoso. Quando a via de drenagem é estreitada ou fechada, a drenagem inadequada leva a um aumento da pressão intraocular e dano ao nervo óptico.

Leia também: O que os brasileiros sabem sobre saúde ocular e glaucoma? 

Paciente com glaucoma de ângulo fechado, o que fazer?

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Glaucoma de ângulo fechado

O glaucoma de ângulo fechado é dividido em dois grupos principais: o fechamento angular primário, quando se tem uma predisposição anatômica a esse tipo de glaucoma, e o fechamento angular secundário, quando existe um processo primário responsável pelo fechamento angular como uma membrana fibrovascular que cresce no ângulo, como no glaucoma neovascular, ou uma massa ou hemorragia no segmento posterior que traciona induzindo o fechamento angular.

O glaucoma de ângulo fechado tem uma prevalência de 20 milhões de pessoas no mundo, sendo mais prevalente nas populações asiáticas (75%). Os fatores de risco que predispõem ao glaucoma de ângulo fechado primário são a história familiar, idade maior que 60 anos, sexo feminino, hipermetropia, pseudoexfoliação, raça asiática e uso de certas medicações.

Cuidados com tratamento

Devemos estar atentos as medicações associadas ao glaucoma de ângulo fechado agudo, evitando prescrevê-las nesses pacientes (pacientes com glaucoma crônico de ângulo aberto não tem nenhuma contraindicação em usá-las). E quais seriam elas?

  • Agonistas alfa/beta adrenérgicos: Colírios como a fenilefrina, apraclonidina e dipivefrina; medicações nasais como a efedrina e a nafazolina; agentes sistêmicos como a efedrina, a epinefrina e a fenilefrina;
  • Agentes anticolinérgicos: Colírios como atropina, ciclopentolato e tropicamida; inalatórios como o ipratrópio; agentes sistêmicos como a atropina, escopolamina e outros com efeito anticolinérgico;
  • Anticonvulsivantes e analgésicos: topiramato;
  • Antihistamínicos: antagonistas do receptor H1 como a difenidramina, clorfeniramina e loratadina; antagonistas do receptor H2 como cimetidina;
  • Agonista beta adrenérgico: broncodilatadores inalatórios como o salbutamol e a terbutalina;
  • Diuréticos: Acetazolamida, hidroclorotiazida;
  • Agentes colinérgicos: carbacol, pilocarpina e acetilcolina;
  • Drogas psiquiátricas: antidepressivos tricíclicos como amitriptilina e imipramina; inibidores seletivos da recaptação de serotonina como o citalopram, o paroxetide e a venlafaxina;
  • Estimulantes como as anfetaminas e anorexiantes supressores do apetite;
  • Sulfametoxazol-trimetoprim.

Saiba mais: Desafios no manejo do glaucoma durante a pandemia por Covid-19

Desfecho

O desfecho no glaucoma de ângulo fechado depende do diagnóstico precoce e do acompanhamento e manejo. Como o dano glaucomatoso do nervo óptico não é reversível e pode ocorrer em horas durante uma crise de fechamento angular, é muito importante evitar que a crise aconteça. O médico generalista, o neurologista, o psiquiatra e o oftalmologista devem sempre estar atentos a esse possível diagnóstico caso pensem em prescrever uma dessas medicações.

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