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cerebro sendo apagado com borracha

Monoterapia com donepezila VS. combinação com memantina: qual é mais eficaz para Alzheimer?

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A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais prevalente, representando mais de 80% dos casos em pacientes de idade média e idosos. Indivíduos com esta condição apresentam perda progressiva de funções intelectivas, com alterações na memória, na capacidade de leitura e execução de tarefas simples do cotidiano, e memantina e donepezila são utilizados com diferentes objetivos na doença.

Cerca de 20% dos pacientes com Alzheimer desenvolvem demência grave e aproximadamente 80% apresentam sintomas neuropsiquiátricos durante o curso da doença, como alucinações, agitação, psicose e alterações do afeto, sendo causas frequentes de institucionalização.

Alzheimer e donepezila

As atuais estratégias de tratamento se concentram principalmente em medicamentos que visam aliviar os sintomas. Memantina e donepezila possuem diferentes mecanismos de ação para doença de Alzheimer. Dados na literatura indicam que, quando o curso da doença evolui para níveis moderados ou graves, os tratamentos combinados são mais eficazes do que um único tratamento para atrasar a degradação das funções cognitivas.

Veja mais: ‘Apresentação clínica do Alzheimer (Conduta médica em neurologia)’

Uma metanálise publicada recentemente no Plos One foi primeiro estudo que comparou os efeitos do tratamento e a segurança da administração de donepezila em monoterapia versus uma combinação de memantina e donepezila para o tratamento de pacientes com doença de Alzheimer moderada a grave, particularmente no que diz respeito às funções cognitivas, sintomas comportamentais e psicológicos da demência, e funções globais.

Para a busca bibliográfica, as seguintes bases de dados foram utilizadas: PubMed, Medline, Embase, PsycINFO. No total, 11 estudos foram incluídos nesta análise. A idade da população avaliada variou de 73,1 a 87,3 anos.

Resultados

Em comparação com os pacientes que receberam donepezila em monoterapia, aqueles que receberam memantina + donepezila apresentaram melhora limitada nas funções (p<0,001), sintomas comportamentais e psicológicos da demência (p<0,001) e funções globais (p=0,004).

A titulação gradual da memantina mais uma dose fixa e titulação gradual do donepezila, bem como uma dose fixa e titulação gradual da memantina resultaram em melhora limitada nas funções cognitivas (p=0,005), sintomas comportamentais e psicológicos da demência (p=0,001) e funções globais (p=0,001).

Tanto na semana 24 como no momento da avaliação final, a combinação de donepezila e memantina levou a uma maior melhora nas funções cognitivas, sintomas comportamentais e psicológicos da demência e funções globais do que o donepezila em monoterapia em pacientes com doença de Alzheimer moderada a grave.

E mais: ‘Azul de metileno pode impulsionar a memória e a atenção’

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Referências:

  • Chen R, Chan P-T, Chu H, Lin Y-C, Chang P-C, Chen C-Y, et al. (2017) Treatment effects between monotherapy of donepezil versus combination with memantine for Alzheimer disease: A meta-analysis. PLoS ONE 12(8): e0183586. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0183586

3 comentários

  1. Avatar
    Maelmo Ferreira

    Boa tarde, pode se tratar o TAG com Donepezila? Ou somente para o alzheimer? Grato

  2. Avatar
    Maelmo Ferreira

    bOA TARDE, PODE SE TRATAR O tag COM DONEPEZILA? OU SOMENTE PARA TRATAMENTO DO ALZHEIMER? GRATO.

  3. Avatar
    Luiz Antonio

    Olá pessoal!
    Vou deixar a referencia de outra meta-analise, mais recente, que avaliou publicações de resultados acerca da eficácia e segurança de anticolinesterásicos e da memantina. Hoje muitos médicos se recusam à prescrever óleo full spectrum de canabis por falta de dados “convincentes” sobre eficácia para tratar AD, mas não se importam em prescrever a memantina, cuja eficácia, pelo visto, também é discutível. Gostaria de saber, quais as impressões de vocês a esse respeito?

    Um abraço!

    LI, Dan-Dan et al. Meta-analysis of randomized controlled trials on the efficacy and safety of donepezil, galantamine, rivastigmine, and memantine for the treatment of Alzheimer’s disease. Frontiers in neuroscience, v. 13, p. 472, 2019.

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