Neurologia

Nervo vago: terapia de estimulação como aliado contra crises epilépticas

Tempo de leitura: 2 min.

Em relatório publicado em 2018, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) recomendou a incorporação do gerador de pulso para nervo vago na terapia em pacientes pediátricos com epilepsia resistente a medicamentos, sem indicação para cirurgia ressectiva de epilepsia.

Tendo como diretriz a recomendação da CONITEC, o Sistema Único de Saúde (SUS) decidiu pelo oferecimento do tratamento por parte da rede pública. 

Leia também: Pacientes com epilepsia terão Levetiracetam disponível pelo SUS

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Epilepsia e o nervo vago

O tratamento da epilepsia com a estimulação do nervo vago é caracterizado pela instalação de um dispositivo marca-passo, batizado de gerador, no tórax do paciente através de uma cirurgia. O gerador é ligado a um fio elétrico de espessura fina, que é responsável por fornecer uma estimulação leve ao nervo vago esquerdo no pescoço. Através desse estímulo, são ativadas diversas áreas do cérebro que têm associação com as crises epiléticas. 

Através de intervalos regulares durante o dia, o gerador fornece diversos estímulos ao nervo vago. Além disso, os pacientes recebem uma espécie de estimulador manual para que eles mesmo ou seus possíveis cuidadores possam realizar estimulações de emergência no princípio de uma crise de epilepsia, caso ela venha a acontecer. Com essa iniciativa, se torna viável diminuir a intensidade ou até mesmo parar uma crise epiléptica

Avaliação econômica

Segundo a CONITEC, quando aliada ao devido tratamento farmacológico, a terapia de estimulação do nervo vago pode resultar em uma redução na utilização dos recursos de saúde pública, incluindo nas internações e atendimentos de emergência. 

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

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Publicado por
Luciano Lucas

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