Medicina Esportiva

Nova diretriz traz recomendações para manejo ambulatorial de lesões musculoesqueléticas

Tempo de leitura: 2 min.

Uma nova diretriz, publicada na última semana no Annals of Internal Medicine, trouxe novas recomendações sobre o manejo farmacológico e não farmacológico de lesões musculoesqueléticas e de coluna (não lombar) no ambiente ambulatorial.

Desenvolvidas pelo American College of Physicians (ACP) e a American Academy of Family Physicians (AAFP), as recomendações são baseadas nas melhores evidências disponíveis até o momento sobre riscos e benefícios de cada caso. Vale ressaltar que o manejo não invasivo da lombalgia é tratado em uma diretriz a parte.

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Recomendações para manejo de lesões musculares

O protocolo foi montado a partir de uma revisão sistemática das evidências de segurança e eficácia das terapias. Uma segunda revisão sistemática avaliou os fatores de risco para o uso prolongado de opioides após prescrição para tratamento de dor musculoesquelética aguda. Foram avaliados os seguintes pontos, de acordo com o sistema GRADE: dor (em ≤2 horas e em 1 a 7 dias), função física, alívio dos sintomas, satisfação com o tratamento e eventos adversos.

Primeira linha

O tratamento de primeira linha recomendado são os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) com ou sem gel de mentol. O objetivo é melhorar os sintomas, como dor, além da função física e a satisfação do paciente com o tratamento.

Grau: recomendação forte; evidência de certeza moderada.

Leia também: Lesões no futebol moderno: o que as evidências indicam

Sugestão de tratamento

A diretriz sugere:

  • Tratamento com AINEs orais para reduzir a dor e melhorar a função física ou com acetaminofeno oral para aliviar a dor (Grau: recomendação condicional; evidência de certeza moderada);
  • Usar terapia de acupressão para aliviar a dor e melhorar a função física, ou com estimulação elétrica nervosa transcutânea para reduzir a dor (Grau: recomendação condicional; evidência de baixa certeza).

Opioides

As recomendações não aconselham o uso de opioides, incluindo o tramadol, para tratamento desse tipo de lesão. Grau: recomendação condicional; evidência de baixa certeza.

Veja mais: Medicina Física e Reabilitação: avanços, desafios e oportunidades

Revisão sistemática

A primeira metanálise realizada para desenvolvimento da diretriz incluiu 207 estudos com mais de 32 mil pacientes, sendo 154 ensaios clínicos randomizados com mais de 22 mil pessoas. A mediana de idade foi de 24 anos (intervalo interquartil, 28 a 39 anos), com causas de dor aguda variadas: 48% dos lesões musculoesqueléticas diversas, 29% entorses, 6% lesão cervical, 5% distensões. Os ensaios restantes eram relativos a outras lesões não cirúrgicas e contusões.

A segunda revisão, sobre uso de opioides, incluiu 13 estudos observacionais com mais de 13 milhões de participantes que tiveram acidentes de trabalho, entorses de tornozelo, dor lombar ou várias queixas de dor aguda. As definições de uso prolongado variaram entre os estudos.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

  • Qaseem A, et al. Nonpharmacologic and Pharmacologic Management of Acute Pain From Non–Low Back, Musculoskeletal Injuries in Adults: A Clinical Guideline From the American College of Physicians and American Academy of Family Physicians. Clinical Guidelines. Annals of Internal Medicine. https://doi.org/10.7326/M19-3602
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Publicado por
Clara Barreto

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