Nova equação promete ser melhor que IMC na estimativa da gordura corporal

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Um novo método de cálculo promete ser mais preciso na classificação da massa corporal de homens e mulheres do que o IMC, amplamente aceito atualmente. Chamada de Massa de Gordura Relativa (MGR), no original Relative Fat Mass, a equação leva em consideração a altura em relação à circunferência abdominal do indivíduo e, segundo pesquisadores, consegue identificar com maior fidelidade se a pessoa tem obesidade ou não, por exemplo.

Elaboração do cálculo

Para avaliar a acurácia da MGR, pesquisadores utilizaram dados da pesquisa National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), aplicada entre 1999 e 2004. O cálculo foi criado por meio da análise de toda gordura corporal dos voluntários registrada no exame de densitometria de dupla energia por emissão de raio X (DXA). Foram examinados o total de 365 índices antropométricos correlacionados com o percentual de gordura para a elaboração de uma equação antropométrica com maior exatidão do que o IMC. Os pesquisadores chegaram à seguinte fórmula: 64 − (20 × altura/circunferência abdominal) + (12 × sexo); onde sexo é igual a 0 para homens e 1 para mulheres.

Leia mais: Estudo identifica relação entre IMC e mortalidade

Resultados

O índice MGR foi validado com base no banco de dados da pesquisa NHANES, analisado entre 2005 e 2007. Nas mulheres, a MGR mostrou mais acurácia (91,5% vs. 21,6%; P < 0,001) e precisão (4,9%; 95% IC vs 5,8%; 95% IC) do que o IMC para estimar a massa corporal. Nos homens, o resultado da MGR também superou o do IMC em acurácia (88,9% vs 81,9%; P < 0,001) e teve maior precisão (4,2% vs 5,1%; IC 95%).

A pesquisa revelou também que o número de falso-positivos nos homens foi menor com a MGR, 32,3%; do que os 49,7% mostrados na medição com o IMC (P < 0,001). Nas mulheres, o índice de falso-positivos foi maior do que o dos homens medindo com a MGR, e com o IMC a taxa ficou em zero (P < 0,001).

O uso da nova equação apresentou menos erros de classificação de homens e mulheres em categorias de obesidade do que o cálculo usado atualmente; o desempenho da MGR foi observado também em todos os subgrupos étnicos analisados.

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Referências:

  • WOOCOTT, Orison O. and BERGMAN, Richard N. Relative fat mass (RFM) as a new estimator of whole-body fat percentage ─ A cross-sectional study in American adult individuals. Scientific Reports volume 8, Article number: 10980 (2018). doi.org/10.1038/s41598-018-29362-1
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Publicado por
Roberto Caligari

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