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Nova máscara cirúrgica antiviral permite uso por 12 horas

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Desenvolvida pela Golden Technology em parceria com os institutos de Química e de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), uma nova máscara cirúrgica promete proteger contra vírus por até 12 horas. Segundo testes em laboratório, o produto teve 99,9% de eficácia na eliminação do vírus.

A máscara, que ganhou o nome de Phitta Mask, está em processo de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apesar disso, já pode ser encontrada à venda por R$ 1,70 a unidade.

Leia também: Covid-19: estudo compara eficácia de 14 tipos de máscaras

Nova máscara cirúrgica antiviral promete proteger contra vírus por até 12 horas

Vantagens da nova máscara antiviral

Segundo os pesquisadores, Phitta Mask pode ser usada com segurança por até 12 horas, já que é o tempo que o efeito antiviral e a eficiência de filtração bacteriana (BFE) permanecem. São 10 horas a mais de duração que uma máscara cirúrgica comum. Isso permite, inclusive, que o profissional de saúde a utilize por algumas horas num dia e continue usando em outros dias até completar as 12 horas.

Um ponto importante é que a nova máscara não tem toxicidade alta, já que uma quantidade pequena da substância consegue inativar o SARS-CoV-2. No descarte, a substância também não é liberada no meio ambiente, o que permite que o material seja processado em qualquer sistema comum sem deixar resíduos tóxicos

Segundo o professor Koiti Araki, do Laboratório de Química Supramolecular e Nanotecnologia do Instituo de Química da USP, o material utilizado, quando entra em contato com o oxigênio, torna-se mais reativo. “O oxigênio, quando entra em contato com o tecido, se torna tão ativo quanto uma água oxigenada. Quando o vírus entra em contato com o material, ele é inativado. O diferencial é a produção contínua de pequenas quantidades em equilíbrio de um oxidante, usando uma substância que já existe naturalmente, e a segurança de um produto que não apresenta toxicidade relevante e é isento de metal”.

Substância utilizada

Apesar de o nome do material não ter sido divulgado, por estar em pedido de patente, a substância principal utilizada já estava sendo estudada há cinco anos pelos pesquisadores. Ao longo dos estudos, os cientistas conseguiram diminuir, em laboratório, em mais 90% a quantidade de resíduos e reagentes e o tempo de produção.

No início da pandemia, eles testaram o produto em diferentes tecidos para entender seu potencial antiviral, e testaram a citotoxicidade da substância. “Muitos produtos matam o vírus, mas também matam as células. Se o produto fosse tóxico, não conseguiríamos testar a sua eficácia em cultura de células. Também foi necessário verificar se o próprio tecido não era tóxico para as células”, explica o coordenador do estudo, Edison Durigon.

Foram realizados testes em pacientes Covid-19 positivos no Hospital das Clínicas, comparando o uso de máscaras comuns versus máscaras com o ativo. Os indivíduos fizeram testes de RT-PCR antes e depois do uso das máscaras, para avaliar se o fato de a máscara não conter o vírus era devido à substância ou se o paciente já havia parado de transmitir.

Apesar de terem confirmado o efeito antiviral em máscaras cirúrgicas, o mesmo não aconteceu em N95, devido à baixa adesão da substância às mesmas.

Saiba mais: Olho seco e irritação ocular associados ao uso de máscaras faciais

Futuro

Para os pesquisadores, o ativo pode ser aproveitado para uma série de outros produtos. No momento, ele está sendo testado em filtros de ar HEPA e em produtos de higiene bucal. O enxaguante bucal é um dos mais promissores dos testes já realizados.

A substância também será testada em enxovais hospitalares, revestimentos de assentos de aeronaves e materiais escolares.

Além da Anvisa, a Golden Technology está solicitando registro também na Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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