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Nova recomendação orienta triagem cognitiva anual a partir de 65 anos

Geriatria, Medicina de Família, Neurologia
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Neurologistas e outros médicos que prestam atendimento neurológico devem realizar triagem cognitiva em pacientes a partir de 65 anos em busca de comprometimento, de acordo com novas métricas de melhoria de qualidade divulgadas recentemente pela American Academy of Neurology (AAN).

A entidade recomenda que os médicos calculem a frequência com que realizam rastreamentos anuais de idosos que recebem atendimento neurológico. Essa orientação, entre outras, foram publicadas no último mês, na revista Neurology.

Essa é a primeira vez que a AAN propõe uma avaliação anual do estado de saúde cognitiva como uma métrica da melhoria da qualidade de vida do paciente.

“O atendimento neurológico de qualidade para pacientes mais velhos deve incluir saber se eles têm problemas cognitivos. Essa nova medida é baseada em evidências de uma lacuna entre o atendimento de qualidade e a prática frequente”, disse o principal autor do estudo Norman Foster, MD, da Universidade de Utah, em Salt Lake City, em entrevista ao MedPage Today.

Leia mais: Papel dos testes de triagem no diagnóstico clínico pré-demencial

“Os fornecedores geralmente deixam de suspeitar de um problema cognitivo naqueles com comprometimento. E, como resultado, problemas de memória e pensamento clinicamente significativos podem não ser reconhecidos e levar a danos, incluindo falha no reconhecimento e tratamento de condições que contribuem ou no uso de medicamentos que pioram a memória”, ressalta Norman Foster.

A iniciativa da AAN pode parecer divergir de uma recomendação preliminar da Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF). “Embora tenhamos identificado vários breves instrumentos de triagem que podem ajudar os médicos a identificar idosos com demência, não há evidências publicadas de que essa triagem melhore os resultados de pacientes ou cuidadores, nem sobre os danos que possam estar relacionados à triagem”, disse Carrie Patnode, PhD, MPH, do Kaiser Permanente Center for Health Research, em Portland, Oregon, que liderou a revisão da USPSTF.

“Além disso, embora existam centenas de estudos que avaliam a eficácia do tratamento da demência em estágio inicial com medicamentos e intervenções não farmacológicas, os benefícios para pacientes e cuidadores são muito pequenos e têm significado clínico incerto”, complementou Carrie Patnode.

Segundo a especialista do Kaiser Permanente Center for Health Research, a atual medida de qualidade se aplica a todos os pacientes que recebem atendimento neurológico, incluindo distúrbios muito comuns, como dores de cabeça, problemas de sono, tontura, fraqueza e dormência.

Veja também: Quais são as novidades no tratamento da doença de Alzheimer?

Além das avaliações cognitivas anuais, a AAN recomenda:

  • Avaliações cognitivas e funcionais para pacientes com comprometimento cognitivo leve ou perda de memória;
  • Divulgação do diagnóstico e aconselhamento leve sobre comprometimento cognitivo sobre as opções de tratamento;
  • Avaliação e tratamento de fatores que contribuem para o comprometimento cognitivo leve, incluindo perda auditiva ou de visão, doença, depressão, distúrbios do sono ou efeitos colaterais dos medicamentos;
  • Prevenção de medicamentos anticolinérgicos para pacientes com comprometimento cognitivo leve;
  • Educação para parceiros de atendimento de pacientes com comprometimento cognitivo leve.

Os médicos podem utilizar uma das várias ferramentas validadas para avaliar a cognição, incluindo a avaliação cognitiva de Montreal (MoCA), mini exame do estado mental (MMSE), tela de comprometimento da memória (MIS), exame do estado mental da Universidade de St. Louis (SLUMS), mini-Cog, classificação clínica de demência (CDR), exame gerocognitivo autoadministrado (SAGE) ou avaliação neuropsicológica.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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