Nova técnica com injeções de gordura pode aliviar a fascite plantar

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Fascite plantar é um processo inflamatório ou degenerativo que afeta a fáscia plantar, um tecido fibroso e pouco elástico, que recobre a musculatura da sola do pé em toda sua extensão. Essa estrutura é essencial para absorver o impacto da pisada e manter a curvatura da planta do pé.   

Geralmente, quem sofre com esse problema sente fortes dores na planta dos pés e na parte mais interna do calcanhar logo pela manhã. Também pode ocorrer inchaço no local e em toda planta do pé. 

Um exame de imagem mais detalhado, como ultrassom ou ressonância magnética, pode confirmar a existência do problema ou revelar outros possíveis diagnósticos semelhantes, como fratura por stress, esporão do calcâneo ou até problemas com o tipo de biomecânica do . 

fascite plantar

Principais sintomas 

Os principais sintomas da fascite plantar são: 

  • Sensação de dor muito grande quando a pessoa apoia o pé no chão ao se levantar; 
  • Dor em pontadas, geralmente no calcanhar, onde todos os músculos e a fáscia ficam conectados; 
  • Dor intermitente ao longo do dia; 
  • Sensibilidade ao tato e tensão na região do arco plantar; 
  • Sensibilidade à pressão na almofada do calcanhar; 
  • Sensibilidade do osso do calcanhar, incapacidade de apoiar o calcanhar no chão devido ao impacto; 
  • Inchaço e vermelhidão local. 

Injeções de gordura 

Em estudo publicado na revista científica “Plastic and reconstructive surgery”, pesquisadores da faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh anunciaram que as injeções de gordura retirada da barriga ou outra área do corpo do paciente diminuíram a dor proveniente da fascite plantar, ajudando no retorno às atividades esportivas e melhorando a qualidade de vida. 

Adultos com fáscia plantar maior que 4 mm para os quais o tratamento padrão falhou foram incluídos em um estudo piloto potencial, randomizado e crossover. 

Somente nos Estados Unidos, aproximadamente 2 milhões de indivíduos sofrem com o incômodo anualmente, a maioria entre 40 e 60 anos. Cerca de 10% dos casos são crônicos, com fáscia plantar espessa. 

O problema pode ser contornado com fisioterapia ou o uso de palmilhas ortopédicas. Nos casos de dor crônica, anti-inflamatórios e de infiltração de corticóides costumam ser prescritos. A cirurgia é indicada quando as alternativas de tratamento não surtem efeito. 

Possíveis causas 

Muitas são as causas da fascite plantar, as principais são sobrecarga de atividades esportivas de impacto, sedentarismo, obesidade, prática de atividade física sem orientação, trauma adquirido no início de uma atividade física, esforço excessivo da sola do pé, processo degenerativo pelo desgaste, uso de sapatos inadequados e biomecânica da pisada. 

Outra possível causa é o encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna, que pode ocorrer devido ao uso de sapatos sem o suporte adequado para amortecer o choque do osso calcâneo. 

Leia também: A atividade física está associada a menor mortalidade entre pessoas com doença de Parkinson

Método Rolfing® 

Ainda pouco conhecido pelos brasileiros, o método Rolfing® trabalha exatamente na raiz do problema, auxiliando na fluência de movimento e no equilíbrio através da liberação da fáscia pelo toque com pressão para alongá-las e diminuir a rigidez no local. 

Segundo a fisioterapeuta Katia Klajman, formada pelo método do Dr. Ida Rolf Institute, no Colorado, Estados Unidos, o manejo da fascite plantar envolve uma reeducação funcional, para que o paciente crie uma consciência do seu alinhamento corporal e da eficiência de seus movimentos. 

“É preciso realizar uma anamnese para descobrir como o paciente utiliza as articulações do pé, do joelho e da bacia na hora da caminhada; da força dos arcos medial e lateral dos pés; do tipo de calçado utilizado; e mesmo dos hábitos no dia a dia.  No caso de fascite plantar, a queixa vai ser uma dor ao pisar, o que entendemos como um endurecimento da fáscia do pé, que deveria funcionar como um “amortecedor” a cada pisada, e para ela funcionar dessa maneira as articulações dos dedos, tornozelos, joelhos e da bacia devem estar alinhadas e funcionando como se fosse uma sequência de dominó, que permite esse amortecimento quando pisamos”, explicou Katia Klajman, que possui um consultório na Gávea, no Rio de Janeiro, em entrevista ao Portal PEBMED. 

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED 

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