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coágulo de sangue representando um tromboembolismo venoso

Novo corte de d-Dímero pode mudar protocolos no tromboembolismo venoso

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O diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP) nem sempre é tão claro, e por se tratar de uma patologia potencialmente ameaçadora a vida a importância da sistematização diagnóstica se faz presente.

Os protocolos diagnósticos de TEP tem como objetivo definir quais são os pacientes que se beneficiarão da terapêutica e os que não terão benefício. Os primeiros são pacientes que possuem TEP com possibilidade de progressão ou recorrência e o segundo grupo são aqueles que não possuem a doença ou possuem doença com pouca probabilidade de progressão.

Escores clínicos diagnósticos, como o escore de Wells, são utilizados para classificar esses pacientes entre baixa, média e alta probabilidade de TEP, e junto com dosagem do d-Dímero podem excluir o diagnóstico. Pacientes com média e alta probabilidade podem ser encaminhados a angiotomografia de tórax, exame que envolve alto custo, difícil realização e disponibilidade, problemas com contraste e radiação.

O teste do d-Dímero costuma ser interpretado de maneira dicotômica (negativo ou positivo), sendo utilizado o ponto de corte de 500 ng/mL como seguro para afastar TEP em pacientes com baixa e média probabilidade pelos escores clínicos, entretanto isso ocorre em apenas 30% dos pacientes.

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D-Dímero no tromboembolismo venoso

O estudo In the Pulmonary Embolism Graduated d-Dimer (PEGeD) testou o ponto de corte de 1000 ng/mL para exclusão diagnostica de pacientes com baixa probabilidade de TEP pelos escores clínicos e manteve o corte de 500 ng/mL para pacientes com moderada probabilidade.

O estudo envolveu 2.017 pacientes provenientes de fora do hospital e avaliou como desfecho primário o algum evento trombembólico sintomático, objetivamente verificado.

Conclusões

O resultado foi animador, pois, de todos os pacientes (1.325) classificados como baixa probabilidade de TEP e d-Dímero menor que 1000 ng/mL, nenhum apresentou tromboembolismo venoso, reduzindo a execução de exames de imagem em 33,9%. Para os pacientes de risco moderado o corte de 500 ng/mL foi mantido.

Sendo assim é de se esperar que os protocolos se adequem a permitirem uma maior margem de aceitação de valores de d-Dímero reduzindo assim o número de exames desnecessários e gastos em geral.

Mais do autor: AHA 2019: colchicina no tratamento do infarto agudo do miocárdio

Autor:

Referência bibliográfica:

  • Clive Kearon, M.B., Ph.D., Kerstin de Wit, M.B. et al. Diagnosis of Pulmonary Embolism with d-Dimer Adjusted to Clinical Probability n engl j med 381;22, 2019.

2 comentários

  1. Avatar
    JACQUES DOUGLAS

    boa tarde, e quanto a idade do paciente ?

    • Avatar
      Gabriel Quintino Lopes

      Olá Jacques!
      A idade média dos participantes foi de 52 anos. Menores de 18 anos foram excluidos do estudo.

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